HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Paciente vítima de trauma moto versus auto foi diagnosticado com pneumotórax direito, e esse paciente foi drenado pelo médico que o atendeu. Ao assumir o plantão, outro médico reavalia o paciente, que mantém queixa de dor em hemitórax direito, taquipneia e murmúrio diminuído à direita, com saturação de 93% com 2L de oxigênio. A radiografia realizada é a seguinte:Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta a ser empregada nesse momento.
Pneumotórax drenado com sintomas persistentes e murmúrio diminuído + RX com pneumotórax residual → Retirar dreno atual e realizar nova drenagem.
O paciente, após drenagem de pneumotórax, mantém sintomas (dor, taquipneia), sinais (murmúrio diminuído) e hipoxemia, indicando falha na reexpansão pulmonar ou drenagem inadequada. A radiografia de tórax confirmaria a persistência do pneumotórax. Nesses casos, a conduta correta é revisar a drenagem, o que geralmente implica a retirada do dreno atual e a inserção de um novo dreno em posição adequada.
O pneumotórax, especialmente após trauma torácico, é uma condição comum que exige intervenção imediata, geralmente por meio de drenagem torácica. A drenagem visa remover o ar da cavidade pleural e permitir a reexpansão pulmonar, restaurando a função respiratória. A persistência de sintomas como dor, taquipneia, murmúrio vesicular diminuído e hipoxemia após a drenagem inicial, juntamente com a evidência radiográfica de pneumotórax residual, indica que a drenagem foi inadequada ou o dreno está disfuncional. As causas podem incluir posicionamento incorreto do dreno, obstrução ou fístula broncopleural persistente. Nesses casos, a conduta mais apropriada é a reavaliação da drenagem. Isso frequentemente envolve a retirada do dreno atual e a inserção de um novo dreno em uma posição mais eficaz, garantindo a adequada reexpansão pulmonar. A tomografia de tórax pode ser considerada se a reexpansão ainda não ocorrer após a otimização da drenagem, para identificar causas mais complexas.
Sinais de falha incluem persistência ou piora da dispneia e dor torácica, taquipneia, murmúrio vesicular diminuído no lado afetado e hipoxemia, além de evidência radiográfica de pneumotórax residual.
A conduta inicial é reavaliar o posicionamento e a funcionalidade do dreno. Se houver suspeita de mau funcionamento ou posicionamento inadequado, o dreno deve ser retirado e um novo inserido corretamente.
A tomografia de tórax é indicada para avaliar a causa do pneumotórax persistente após drenagem adequada, como fístulas broncopleurais, ou para planejar intervenções mais complexas, mas não como primeira medida em caso de falha de drenagem.
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