Pneumotórax em COVID-19: Diagnóstico e Sinais Chave

Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Homem, 57 anos de idade, internado para tratamento de COVID-19 em enfermaria, onde permaneceu em uso de cateter nasal de 02 1 L/min, há 3 dias, com boa evolução. Carga tabágica de 60 maços-ano, sem outras comorbidades. Durante a noite, apresentou episódio de dispneia, associada a dor torácica (à esquerda), sendo necessário trocar suporte de oxigênio para máscara de Venturi - 50%. Ao exame clínico: pressão arterial = 100 x 60 mmHg, frequência = 101 batimentos/minuto; saturação periférica de 02 = 93% (máscara de Venturi 50%), frequência respiratória = 24 movimentos/minuto, redução de expansibilidade torácica à esquerda, ausculta pulmonar abolida em hemitórax esquerdo, com estertores difusos em hemitórax direito. Demais sistemas sem alterações. A radiografia de tórax é apresentada a seguir: Aponte o diagnóstico expresso nos dados clínicos e radiológicos:

Alternativas

  1. A) Infarto agudo do miocárdio.
  2. B) Empiema.
  3. C) Pneumotórax.
  4. D) Pneumonia direita com derrame pleural.

Pérola Clínica

Dispneia + dor torácica + ausculta abolida unilateral + RX com hipertransparência = Pneumotórax.

Resumo-Chave

O pneumotórax, especialmente em pacientes com fatores de risco como tabagismo e infecção pulmonar (COVID-19), deve ser suspeitado em caso de piora súbita da dispneia, dor torácica e achados de ausculta pulmonar unilateral abolida.

Contexto Educacional

O pneumotórax é uma condição caracterizada pela presença de ar no espaço pleural, resultando no colabamento parcial ou total do pulmão. É uma emergência médica que pode ser espontânea (primária ou secundária a doenças pulmonares subjacentes) ou traumática. No contexto de pacientes internados com COVID-19, o pneumotórax secundário é uma complicação reconhecida, especialmente em casos de doença grave ou naqueles com fatores de risco como tabagismo e doença pulmonar preexistente. Clinicamente, o paciente com pneumotórax apresenta piora súbita da dispneia e dor torácica pleurítica unilateral. Ao exame físico, os achados clássicos incluem redução ou abolição do murmúrio vesicular, hiperressonância à percussão e diminuição da expansibilidade torácica no hemitórax afetado. A taquicardia e a hipotensão podem indicar um pneumotórax hipertensivo, uma condição de risco de vida. A radiografia de tórax é o método diagnóstico padrão-ouro, revelando uma área de hipertransparência sem trama vascular na periferia do hemitórax afetado e a linha da pleura visceral separada da parede torácica. O tratamento varia desde a observação em casos pequenos e assintomáticos até a drenagem torácica em casos sintomáticos, grandes ou hipertensivos. A rápida identificação e manejo são cruciais para evitar complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos de um pneumotórax?

Os sintomas incluem dispneia súbita, dor torácica pleurítica unilateral. Ao exame físico, pode-se encontrar redução ou abolição do murmúrio vesicular, hiperressonância à percussão e redução da expansibilidade torácica no lado afetado.

Como a radiografia de tórax confirma o diagnóstico de pneumotórax?

A radiografia de tórax mostra a presença de ar no espaço pleural, caracterizada por uma área de hipertransparência sem trama vascular, e o colabamento do pulmão, visível pela linha da pleura visceral separada da parede torácica.

Qual a relação entre COVID-19 e pneumotórax?

Pacientes com COVID-19, especialmente aqueles com doença pulmonar grave ou em ventilação mecânica, têm um risco aumentado de desenvolver pneumotórax devido à lesão pulmonar difusa e à formação de bolhas ou cistos que podem romper.

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