UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020
Durante o procedimento de colecistectomia videolaparoscópica, após realizar o descolamento da vesícula do leito hepático, o anestesista relata que a paciente apresenta taquicardia de 140 batimentos por minutos, associada à hipotensão súbita (70 x 40 mmHg). A conduta ideal neste momento é:
Hipotensão e taquicardia súbitas em laparoscopia → suspender pneumoperitônio.
A insuflação do pneumoperitônio com CO2 aumenta a pressão intra-abdominal, o que pode levar a efeitos hemodinâmicos adversos como compressão da veia cava inferior, redução do retorno venoso e, consequentemente, hipotensão e taquicardia compensatória. A primeira medida é aliviar essa pressão.
A colecistectomia videolaparoscópica é um procedimento cirúrgico comum, mas que não está isento de riscos, especialmente relacionados ao pneumoperitônio. A insuflação de dióxido de carbono na cavidade abdominal para criar espaço de trabalho gera um aumento da pressão intra-abdominal (PIA), que pode ter repercussões sistêmicas significativas, principalmente cardiovasculares e respiratórias. Os efeitos hemodinâmicos do pneumoperitônio incluem a compressão da veia cava inferior, resultando em diminuição do retorno venoso e, consequentemente, redução do débito cardíaco. Isso pode levar a hipotensão e taquicardia compensatória, como observado no caso. Outros efeitos incluem aumento da resistência vascular sistêmica e pulmonar, e absorção de CO2, que pode causar hipercapnia e acidose respiratória. Diante de instabilidade hemodinâmica súbita, como hipotensão e taquicardia, a conduta mais imediata e eficaz é a desinsuflação do pneumoperitônio. Esta medida reverte rapidamente a compressão vascular e melhora o retorno venoso e o débito cardíaco. Após a desinsuflação, a estabilização do paciente deve ser reavaliada e outras causas de instabilidade (hemorragia, reação alérgica) investigadas, se necessário.
O pneumoperitônio aumenta a pressão intra-abdominal, o que pode comprimir a veia cava inferior, diminuindo o retorno venoso e o débito cardíaco. Isso pode levar a hipotensão e taquicardia reflexa, além de aumentar a resistência vascular sistêmica.
A suspensão do pneumoperitônio alivia a compressão sobre os grandes vasos e órgãos, restaurando o retorno venoso e melhorando o débito cardíaco. É a medida mais rápida e eficaz para reverter a causa hemodinâmica da instabilidade.
Além das alterações hemodinâmicas, o pneumoperitônio pode causar hipercapnia (pela absorção de CO2), arritmias, embolia gasosa (rara, mas grave), dor no ombro (irritação diafragmática) e lesões por pressão em nervos.
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