SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
São efeitos relacionados ao pneumoperitônio, EXCETO:
Pneumoperitônio ↑ PCO2, PVC, PAM, PIC; ↓ TFG.
O pneumoperitônio induzido para laparoscopia causa aumento da pressão intra-abdominal, levando a alterações cardiovasculares (↑ PVC, PAM), respiratórias (↑ PCO2) e neurológicas (↑ PIC). A Taxa de Filtração Glomerular (TFG) tende a diminuir devido à compressão renal e alterações hemodinâmicas.
O pneumoperitônio, a insuflação de gás (geralmente CO2) na cavidade abdominal para criar espaço de trabalho durante procedimentos laparoscópicos, induz uma série de alterações fisiológicas significativas no paciente. Compreender esses efeitos é crucial para a segurança do paciente e para o manejo intraoperatório, especialmente em cirurgias de longa duração ou em pacientes com comorbidades. As alterações ocorrem em diversos sistemas, incluindo cardiovascular, respiratório, renal e neurológico, devido ao aumento da pressão intra-abdominal (PIA) e à absorção de CO2. No sistema cardiovascular, o aumento da PIA eleva a resistência vascular sistêmica e a pressão venosa central (PVC), podendo levar a um aumento da pressão arterial média (PAM). No sistema respiratório, a absorção de CO2 resulta em hipercapnia (aumento da PCO2), exigindo ajustes na ventilação. No sistema neurológico, o aumento da PCO2 e da PVC pode elevar a pressão intracraniana (PIC). No entanto, um efeito notável é a diminuição da Taxa de Filtração Glomerular (TFG) e do fluxo sanguíneo renal, devido à compressão direta dos rins e vasos renais, bem como a alterações hormonais. Para residentes, o conhecimento desses efeitos é vital para a monitorização adequada do paciente durante a laparoscopia, a identificação precoce de complicações e a tomada de decisões clínicas, como ajustes na ventilação, manejo volêmico e consideração de contraindicações relativas ao pneumoperitônio em pacientes de alto risco. A compreensão aprofundada da fisiologia do pneumoperitônio permite uma prática cirúrgica mais segura e eficaz.
O pneumoperitônio aumenta a pressão intra-abdominal, o que eleva a resistência vascular sistêmica e a pressão venosa central, podendo levar a um aumento da pressão arterial média. Em pacientes suscetíveis, pode haver diminuição do débito cardíaco.
O CO2 utilizado para o pneumoperitônio é absorvido pela cavidade peritoneal, resultando em hipercapnia (aumento da PCO2). Isso exige ajustes na ventilação mecânica para manter os níveis de CO2 dentro da normalidade e evitar acidose respiratória.
O aumento da pressão intra-abdominal comprime os vasos renais e o parênquima, reduzindo o fluxo sanguíneo renal e a taxa de filtração glomerular. Além disso, a liberação de hormônios como ADH e renina pode contribuir para a oligúria e disfunção renal transitória.
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