ENARE/ENAMED — Prova 2025
Durante o pneumoperitônio para realização de cirurgias por acesso videolaparoscópico, algumas alterações hemodinâmicas podem ocorrer no paciente.Em relação a essas alterações, é correto afirmar que:
Pneumoperitônio → distensão abdominal → estímulo vasovagal → bradicardia.
O pneumoperitônio induzido para cirurgias laparoscópicas causa distensão abdominal que pode ativar o reflexo vasovagal, levando à bradicardia. Além disso, há aumento da pressão intrabdominal, que afeta o retorno venoso e o débito cardíaco.
O pneumoperitônio, técnica essencial para a realização de cirurgias videolaparoscópicas, envolve a insuflação de gás (geralmente CO2) na cavidade abdominal para criar um espaço de trabalho. Embora fundamental para o acesso cirúrgico, essa elevação da pressão intra-abdominal desencadeia uma série de alterações fisiológicas significativas, especialmente no sistema cardiovascular e respiratório. As alterações hemodinâmicas incluem aumento da pressão arterial e da resistência vascular sistêmica, devido à compressão de vasos e à liberação de catecolaminas. O débito cardíaco pode diminuir devido à redução do retorno venoso (compressão da veia cava inferior) e ao aumento da pós-carga. Uma complicação comum é a bradicardia, frequentemente resultado do estímulo do reflexo vasovagal, desencadeado pela distensão abdominal e pela irritação peritoneal. Outras alterações incluem a hipercapnia (pela absorção de CO2 e hipoventilação relativa), que pode levar à acidose respiratória, e a oligúria, decorrente da compressão renal e da diminuição do fluxo sanguíneo renal. O monitoramento contínuo e o manejo adequado dessas alterações são cruciais para a segurança do paciente durante procedimentos laparoscópicos, exigindo atenção da equipe anestésica e cirúrgica.
O pneumoperitônio pode causar aumento da pressão arterial, aumento da resistência vascular sistêmica, diminuição do débito cardíaco (devido à compressão da veia cava e aumento da pós-carga) e bradicardia por estímulo vasovagal.
A bradicardia é frequentemente causada pelo estímulo do reflexo vasovagal, desencadeado pela distensão abdominal e pela irritação peritoneal induzida pela insuflação de gás, especialmente em pressões elevadas.
O aumento da pressão intra-abdominal pode comprimir os vasos renais e o parênquima renal, levando à diminuição do fluxo sanguíneo renal e, consequentemente, à oligúria. A hipercapnia também pode ter um papel.
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