SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Na imagem apresentada, observa-se um insuflador de videolaparoscopia. A respeito do funcionamento desse equipamento e da obtenção de pneumoperitônio para videolaparoscopia, é correto afirmar que o (a)
Insuflação inicial lenta (1-2 L/min) com CO2 para pneumoperitônio → evitar estimulação vagal e distensão súbita.
A insuflação de CO2 para criar o pneumoperitônio na videolaparoscopia deve ser iniciada com um fluxo baixo para permitir a adaptação do peritônio e evitar a estimulação vagal, que pode levar a bradicardia. O CO2 é o gás de escolha devido à sua rápida absorção.
A videolaparoscopia revolucionou a cirurgia, permitindo procedimentos minimamente invasivos. Um componente essencial dessa técnica é o pneumoperitônio, a criação de um espaço de trabalho na cavidade abdominal pela insuflação de gás. O insuflador é o equipamento responsável por controlar a pressão e o fluxo do gás, garantindo a segurança e eficácia do procedimento. A fisiopatologia do pneumoperitônio envolve efeitos sistêmicos, como alterações cardiovasculares (aumento da pós-carga, diminuição do retorno venoso) e respiratórias (aumento da pressão intratorácica, hipercapnia). A técnica de obtenção do pneumoperitônio pode ser fechada (agulha de Veress) ou aberta (técnica de Hasson), cada uma com suas indicações e riscos. A insuflação inicial deve ser lenta para evitar a distensão súbita do peritônio e a consequente estimulação vagal, que pode levar a bradicardia. O gás carbônico (CO2) é o preferencial para o pneumoperitônio devido à sua alta solubilidade no sangue, o que minimiza o risco de embolia gasosa e permite sua fácil eliminação pelos pulmões. A monitorização contínua da pressão intra-abdominal, do fluxo de gás e dos parâmetros fisiológicos do paciente é crucial para prevenir e manejar complicações, garantindo um procedimento seguro.
O fluxo de gás é crucial para a segurança. A insuflação inicial deve ser lenta (1-2 L/min) para permitir a adaptação do peritônio, confirmar a posição da agulha de Veress e evitar distensão súbita que pode causar dor e estimulação vagal. Após a confirmação, o fluxo pode ser aumentado para acelerar a formação do pneumoperitônio.
O CO2 é o gás preferencial devido à sua alta solubilidade no sangue. Em caso de embolia gasosa, o CO2 é rapidamente absorvido e eliminado pelos pulmões, minimizando os riscos em comparação com outros gases como ar ou nitrogênio, que são menos solúveis e mais perigosos.
As complicações incluem bradicardia (por estimulação vagal), hipotensão, hipercapnia, acidose respiratória e embolia gasosa. A prevenção envolve insuflação lenta, monitorização contínua dos sinais vitais e EtCO2, e manutenção da pressão intra-abdominal em níveis seguros (geralmente 12-15 mmHg).
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