Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Um homem de 50 anos, com histórico de angina instável, apresenta um quadro de dor abdominal aguda. Uma radiografia de abdome em posição ortostática revela um pneumoperitônio, enquanto o eletrocardiograma demonstra alterações isquêmicas nas derivações anteriores. Diante desse cenário, qual é o tratamento mais adequado?
Pneumoperitônio + dor abdominal aguda → perfuração visceral = cirurgia de emergência + ATB + monitorização cardíaca, mesmo com isquemia.
A presença de pneumoperitônio em um paciente com dor abdominal aguda é um sinal inequívoco de perfuração de víscera oca, uma emergência cirúrgica. A perfuração visceral exige intervenção cirúrgica imediata, juntamente com antibioticoterapia de amplo espectro e monitorização cardíaca rigorosa para otimizar o paciente e manejar a isquemia.
O abdome agudo é uma síndrome caracterizada por dor abdominal de início súbito ou rápido, que requer avaliação e tratamento urgentes. O pneumoperitônio, evidenciado por ar livre na cavidade abdominal em exames de imagem, é um sinal patognomônico de perfuração de víscera oca, como estômago, duodeno ou intestino. A perfuração visceral leva à peritonite, uma condição grave com alto risco de sepse e mortalidade se não tratada prontamente. A presença de isquemia miocárdica concomitante, como angina instável ou alterações no ECG, complica o cenário, exigindo uma abordagem multidisciplinar e rápida para otimizar o paciente. Diante de um pneumoperitônio, a conduta é cirurgia de emergência para correção da perfuração e lavagem da cavidade abdominal. Antibioticoterapia de amplo espectro deve ser iniciada imediatamente para cobrir a flora intestinal. A monitorização cardíaca intensiva é crucial para otimizar a condição cardiovascular do paciente durante o período perioperatório e manejar a isquemia, garantindo a estabilidade hemodinâmica durante a cirurgia vital.
O pneumoperitônio, ou ar livre na cavidade abdominal, é um sinal radiológico de perfuração de víscera oca (como estômago ou intestino), indicando uma emergência cirúrgica que requer intervenção imediata.
Em pacientes com isquemia miocárdica e abdome agudo cirúrgico, a prioridade é a cirurgia para a condição abdominal. A isquemia deve ser monitorizada e manejada clinicamente com otimização hemodinâmica e farmacológica durante o período perioperatório, sem atrasar a intervenção cirúrgica vital.
Antibióticos de amplo espectro devem ser iniciados imediatamente para cobrir a flora intestinal, incluindo bactérias gram-negativas e anaeróbios. Exemplos incluem piperacilina-tazobactam, carbapenêmicos ou a combinação de um cefalosporina de terceira geração com metronidazol.
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