Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026
Paciente masculino, 45 anos, com IMC: 38 kg/m², previamente hígido, foi submetido a colecistectomia videolaparoscópica por colelitíase sintomática. O insuflador de gás carbônico aponta pressão de 14 mmHg e fluxo de 20 L/min. Sobre tais parâmetros é correto afirmar:
Pressão abdominal ideal = 12-15 mmHg; Fluxo alto (20 L/min) compensa perdas sem aumentar risco basal.
A pressão de 14 mmHg é o padrão para criar espaço de trabalho seguro, e o fluxo elevado de 20 L/min permite a manutenção rápida da pressão em caso de aspiração ou trocas de pinças.
A criação do pneumoperitôneo é o passo fundamental da cirurgia minimamente invasiva. O equilíbrio entre a visualização cirúrgica e a homeostase do paciente depende do controle rigoroso da pressão intra-abdominal. O uso de insufladores eletrônicos modernos permite que o cirurgião defina uma pressão limite (geralmente 12-15 mmHg), e o aparelho ajusta o fluxo automaticamente para manter esse patamar. Pacientes obesos podem exigir pressões ligeiramente mais altas para vencer a resistência da parede abdominal, mas 14 mmHg permanece dentro da faixa de normalidade. É crucial monitorar a capnografia e a pressão de via aérea, pois o pneumoperitôneo reduz a complacência toracoabdominal, exigindo ajustes ventilatórios para evitar atelectasias e acidose.
A pressão intra-abdominal recomendada para a maioria dos procedimentos videolaparoscópicos situa-se entre 12 e 15 mmHg. Este intervalo oferece um espaço de trabalho cirúrgico adequado enquanto minimiza os efeitos adversos cardiovasculares e respiratórios decorrentes do aumento da pressão, como a redução do retorno venoso e a elevação do diafragma. Pressões acima de 15 mmHg aumentam significativamente o risco de oligúria e redução do débito cardíaco.
Não necessariamente. O fluxo de insuflação (L/min) representa a capacidade do insuflador de repor o gás perdido. Um fluxo de 20 L/min é considerado alto, mas é seguro desde que o sistema de controle de pressão esteja funcionando corretamente. Ele é útil para compensar perdas rápidas de CO2 durante a aspiração ou trocas frequentes de instrumentos, garantindo que a pressão alvo seja mantida constante.
O dióxido de carbono (CO2) é preferido por ser incolor, não inflamável (permitindo o uso de eletrocautério) e altamente solúvel no sangue. Sua alta solubilidade reduz drasticamente o risco de embolia gasosa fatal, pois o gás que entra na circulação é rapidamente dissolvido e eliminado pelos pulmões. No entanto, sua absorção peritoneal pode levar à hipercapnia e acidose respiratória leve, que devem ser compensadas pelo anestesiologista.
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