HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
Homem de 37 anos, trabalhador de uma empresa de manipulação de aves, procura atendimento médico por tosse seca há 1 mês, acompanhada de dispneia progressiva. Ao exame físico, possui ausculta pulmonar com redução do murmúrio vesicular em bases pulmonares bilateralmente e crepitações finas. A tomografia computadorizada de tórax mostrou presença de vidro fosco esparso, além de áreas de aprisionamento aéreo alternadas com áreas pulmonares sem lesão.Diante dos achados, a principal hipótese diagnóstica é
Trabalhador de aves + tosse/dispneia + vidro fosco/aprisionamento aéreo na TC → Pneumonite por hipersensibilidade.
A pneumonite por hipersensibilidade é uma doença pulmonar intersticial causada por exposição repetida a antígenos inalados, como proteínas aviárias. A combinação de sintomas respiratórios crônicos, história ocupacional e achados tomográficos específicos (vidro fosco, aprisionamento aéreo em mosaico) é altamente sugestiva.
A pneumonite por hipersensibilidade, também conhecida como alveolite alérgica extrínseca, é uma doença pulmonar intersticial difusa causada por uma resposta imune exagerada a antígenos inalados. Sua prevalência varia conforme a exposição ambiental e ocupacional, sendo importante em trabalhadores rurais, criadores de aves e em ambientes com mofo. O reconhecimento precoce é crucial para evitar a progressão para fibrose pulmonar irreversível. O diagnóstico baseia-se na tríade de exposição a antígeno conhecido, sintomas respiratórios (tosse, dispneia) e achados radiológicos e/ou funcionais. A tomografia computadorizada de tórax de alta resolução (TCAR) é fundamental, revelando padrões como vidro fosco, nódulos centrolobulares, aprisionamento aéreo em mosaico e, em fases avançadas, fibrose. A lavagem broncoalveolar pode mostrar linfocitose, e a biópsia pulmonar pode evidenciar granulomas não caseosos. O tratamento principal consiste na remoção da exposição ao antígeno. Corticosteroides sistêmicos são frequentemente utilizados para controlar a inflamação aguda e subaguda. O prognóstico depende da cronicidade da doença, da extensão da fibrose e da capacidade de evitar a reexposição. É vital que residentes saibam identificar os padrões clínicos e radiológicos para um manejo adequado.
Os achados típicos incluem opacidades em vidro fosco, nódulos centrolobulares mal definidos e, na fase crônica, aprisionamento aéreo em mosaico e fibrose.
A história de exposição a antígenos inalados, como penas de aves ou mofo, é fundamental para o diagnóstico, pois a doença é uma resposta imune a essas substâncias.
A diferenciação envolve a combinação de história clínica (exposição), achados radiológicos (padrão em mosaico, aprisionamento aéreo) e, por vezes, biópsia pulmonar para confirmar a inflamação granulomatosa.
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