CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2022
Com relação às formas clínicas da pneumonite por hipersensibilidade, assinale a alternativa correta.
PHS crônica = exposição prolongada, dispneia, tosse crônica, fadiga e perda de peso.
A pneumonite por hipersensibilidade (PHS) é uma doença pulmonar intersticial causada pela inalação repetida de antígenos. Ela se manifesta em formas aguda, subaguda e crônica, com sintomas que variam de acordo com a duração e intensidade da exposição. A forma crônica, resultante de exposição prolongada, é caracterizada por sintomas insidiosos como dispneia progressiva, tosse crônica e fadiga, podendo levar à fibrose pulmonar irreversível.
A pneumonite por hipersensibilidade (PHS), também conhecida como alveolite alérgica extrínseca, é uma doença pulmonar intersticial inflamatória causada por uma resposta imunológica exagerada a antígenos inalados. A prevalência varia de acordo com a exposição ocupacional e ambiental, sendo mais comum em agricultores, criadores de aves e trabalhadores expostos a mofo. A importância clínica reside na sua capacidade de causar danos pulmonares irreversíveis, incluindo fibrose, se não for diagnosticada e tratada precocemente. A fisiopatologia da PHS envolve uma resposta imune complexa, com ativação de linfócitos T e B, formação de granulomas e inflamação alveolar e intersticial. A doença se manifesta em três formas clínicas principais: aguda, subaguda e crônica. A forma aguda é caracterizada por sintomas gripais que surgem horas após a exposição. A forma subaguda apresenta sintomas mais persistentes, como tosse, dispneia e fadiga, que se desenvolvem ao longo de semanas a meses. A forma crônica, que é o foco da questão, resulta de exposição prolongada e se manifesta com dispneia progressiva, tosse crônica, fadiga, anorexia e perda de peso, frequentemente associada a fibrose pulmonar. O tratamento da PHS envolve principalmente a identificação e remoção da exposição ao antígeno causador. Corticosteroides são frequentemente utilizados para reduzir a inflamação, especialmente nas formas aguda e subaguda. Na forma crônica, o manejo é mais desafiador, com foco em retardar a progressão da fibrose e controlar os sintomas, podendo incluir oxigenoterapia e, em casos graves, transplante pulmonar. Para residentes, é crucial reconhecer as diferentes apresentações clínicas e a importância da história de exposição para um diagnóstico e manejo eficazes.
A forma aguda da PHS ocorre horas após uma exposição intensa ao antígeno e é caracterizada por sintomas semelhantes aos da gripe, como febre alta, calafrios, tosse seca, dispneia e mialgia. Esses sintomas geralmente se resolvem em 12 a 24 horas após a cessação da exposição.
A forma crônica da PHS resulta de exposição prolongada e intermitente ao antígeno. Ela se manifesta com sintomas insidiosos e progressivos, como dispneia de esforço, tosse crônica, fadiga, anorexia e perda de peso. Diferente das formas aguda e subaguda, a crônica frequentemente leva a alterações fibróticas irreversíveis no pulmão.
Os antígenos mais comuns incluem proteínas aviárias (pulmão de passarinheiro), esporos de fungos termofílicos (pulmão do fazendeiro, ar condicionado), isocianatos (indústria de plásticos) e bactérias (pulmão do umidificador). A identificação do antígeno é crucial para o manejo da doença.
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