UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
A pneumonite por hipersensibilidade (PH) ou alveolite alérgica extrínseca, é uma inflamação do parênquima pulmonar produzidas por mecanismos imunes, que engloba a parede alveolares e vias respiratórias terminais. Marque a alternativa que corresponde corretamente o diagnóstico laboratorial da doença.
PH: quadro inflamatório pulmonar por exposição a antígenos; FR pode estar elevado, mas linfocitose em BAL é chave.
A Pneumonite por Hipersensibilidade (PH) é uma doença inflamatória pulmonar mediada por mecanismos imunes. Embora o diagnóstico seja complexo e envolva exposição a antígenos, exames de imagem e lavado broncoalveolar, alguns achados laboratoriais inespecíficos como elevação de marcadores inflamatórios e, ocasionalmente, autoanticorpos como o fator reumatoide, podem ser encontrados. O perfil celular do lavado broncoalveolar, com linfocitose, é mais característico.
A Pneumonite por Hipersensibilidade (PH), também conhecida como alveolite alérgica extrínseca, é uma doença pulmonar intersticial difusa causada por uma resposta imunológica exagerada a antígenos inalados. Sua importância reside na necessidade de identificação e remoção do agente causal para prevenir a progressão para fibrose pulmonar irreversível. É uma condição complexa que exige uma abordagem diagnóstica multidisciplinar. A fisiopatologia da PH envolve mecanismos imunes tipo III e IV, resultando em inflamação do parênquima pulmonar, incluindo alvéolos e vias aéreas terminais. O diagnóstico é desafiador e baseia-se na tríade de exposição a um antígeno conhecido, sintomas respiratórios (tosse, dispneia) e achados radiológicos (padrão de vidro fosco, nódulos centrolobulares, fibrose). Embora a linfocitose no lavado broncoalveolar seja um achado clássico, outros exames laboratoriais podem ser inespecíficos. A elevação de marcadores inflamatórios como VHS e PCR é comum, e autoanticorpos como o fator reumatoide podem estar presentes em alguns pacientes, mas não são diagnósticos. O tratamento da PH envolve principalmente a identificação e evitação do antígeno agressor. Corticosteroides são frequentemente utilizados para controlar a inflamação, especialmente nas fases agudas ou subagudas. O prognóstico varia dependendo da cronicidade da doença, da extensão da fibrose e da capacidade de evitar a exposição. É crucial para residentes entender que o diagnóstico laboratorial isolado é insuficiente e que a correlação clínico-radiológica-histopatológica é fundamental.
O achado mais característico no LBA da PH é a linfocitose, geralmente com predomínio de linfócitos T CD8+, embora a proporção CD4/CD8 possa variar.
Não, o fator reumatoide (FR) não é um marcador diagnóstico específico para PH, embora possa estar elevado em até 50% dos pacientes. Sua elevação é inespecífica e pode ocorrer em outras doenças autoimunes ou inflamatórias.
O diagnóstico da PH é baseado na história de exposição a antígenos inalatórios, achados clínicos (sintomas respiratórios), achados radiológicos (tomografia de tórax), testes de função pulmonar e, frequentemente, análise do lavado broncoalveolar.
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