IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2015
Um paciente de 47 anos, tabagista, trabalha como cuidador de pássaros no interior do estado. Apresenta dispneia e infiltrado mais nos lobos superiores à radiografia de tórax. Com relação ao caso, considere os itens a seguir: I - Pneumonite por hipersensibilidade é uma hipótese diagnóstica. II –Tabagismo não é um fator de risco para essa situação. III – O mecanismo etiológico implicado é imunológico. Está(ão) correto(s):
Pneumonite por hipersensibilidade → exposição ambiental/ocupacional (ex: pássaros) + mecanismo imunológico. Tabagismo NÃO é fator de risco, mas pode modificar apresentação.
A Pneumonite por Hipersensibilidade (PH) é uma doença pulmonar intersticial causada por uma resposta imunológica exagerada a antígenos inalados, como os de pássaros. O tabagismo, ao contrário de outras pneumopatias, não é um fator de risco para o desenvolvimento da PH, embora possa influenciar a apresentação clínica e radiológica.
A Pneumonite por Hipersensibilidade (PH), também conhecida como alveolite alérgica extrínseca, é uma doença pulmonar intersticial difusa causada por uma resposta imunológica exagerada a antígenos inalados. É uma condição importante na prática clínica, especialmente em pacientes com exposição ocupacional ou ambiental relevante, como o "pulmão do criador de pássaros" ou o "pulmão do fazendeiro". A epidemiologia varia conforme a exposição, mas a identificação do antígeno é crucial para o manejo. O mecanismo etiológico da PH é predominantemente imunológico, envolvendo tanto reações de hipersensibilidade tipo III (formação de imunocomplexos) quanto tipo IV (mediada por células T). A inalação repetida do antígeno leva à inflamação dos alvéolos e bronquíolos terminais. O diagnóstico baseia-se na história de exposição, sintomas respiratórios (dispneia, tosse), achados radiológicos (infiltrados, nódulos, vidro fosco, fibrose, frequentemente em lobos superiores) e, por vezes, testes imunológicos ou biópsia pulmonar. É importante notar que o tabagismo, ao contrário de outras pneumopatias, não é um fator de risco para o desenvolvimento da PH, embora possa modificar a apresentação da doença. O tratamento da PH envolve principalmente a remoção da exposição ao antígeno causador, o que pode levar à melhora significativa. Em casos de doença aguda ou progressiva, corticosteroides sistêmicos são frequentemente utilizados para reduzir a inflamação. O prognóstico é variável e depende da cronicidade da doença, da extensão da fibrose e da capacidade de evitar a exposição. Para residentes, é fundamental reconhecer a história de exposição e o mecanismo imunológico, além de não confundir o papel do tabagismo nesta condição.
A PH é causada pela inalação repetida de antígenos orgânicos ou químicos, como proteínas de pássaros (doença do criador de pássaros), esporos de fungos (pulmão do fazendeiro) ou produtos químicos industriais.
O mecanismo é imunológico, envolvendo uma resposta de hipersensibilidade tipo III (imunocomplexos) e tipo IV (mediada por células) a antígenos inalados, resultando em inflamação e fibrose pulmonar.
Não, o tabagismo não é considerado um fator de risco para o desenvolvimento da PH. Na verdade, alguns estudos sugerem que fumantes podem ter uma resposta imunológica atenuada, o que pode até mascarar a doença ou alterar sua apresentação clínica e radiológica.
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