Pneumonite de Hipersensibilidade: Diagnóstico e Imagem

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino, 72 anos de idade, separado, mora sozinho, não tabagista, previamente hígido, com quadro de dispneia mMRC 3. febre baixa e tosse pouco produtiva mucoide há 20 dias sem melhora com tratamento com levofloxacino. É internado na UTI, por hipoxemia (oximetria de pulso 86% em ar ambiente) e dispneia. Emagrecido, FC 110, FR: 28 ipm, hemodinamicamente estável. Ausculta respiratória: MV diminuído com estertores finos bilaterais nos terços inferiores posteriormente. Sem outros achados pertinentes ao exame físico. A filha relata que o paciente dorme no mesmo colchão há 30 anos e que a casa dele tem mofo por toda parte. Ela trouxe a tomografia de tórax, mostrada na imagem a seguir: De acordo com o relato e a imagem apresentada, qual é a possibilidade diagnóstica mais provável?

Alternativas

  1. A) Fibrose pulmonar idiopática.
  2. B) Pneumonite de hipersensibilidade.
  3. C) Hipertensão arterial pulmonar.
  4. D) Congestão pulmonar.

Pérola Clínica

Exposição a mofo + dispneia subaguda + vidro fosco/aprisionamento aéreo → Pneumonite de Hipersensibilidade.

Resumo-Chave

A PH é uma reação imunomediada a antígenos inalados (mofo, aves). O quadro clínico e tomográfico com vidro fosco e nódulos centrolobulares sugere inflamação intersticial granulomatosa.

Contexto Educacional

A pneumonite de hipersensibilidade (PH) é uma síndrome complexa caracterizada por uma resposta imunológica (tipos III e IV de Coombs e Gell) a antígenos inalados em indivíduos suscetíveis. A história clínica detalhada, focando em exposições domiciliares (como mofo e colchões antigos) ou ocupacionais, é crucial. A diferenciação entre as formas fibrótica e não fibrótica é essencial para o prognóstico, sendo que a identificação precoce e a cessação da exposição podem reverter ou estabilizar o quadro clínico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais gatilhos da pneumonite de hipersensibilidade?

Os gatilhos são antígenos orgânicos ou químicos inalados, como fungos (mofo em ambientes úmidos), proteínas aviárias (penas e fezes de pássaros), bactérias termofílicas (feno mofado) e certos compostos químicos industriais (isocianatos).

Quais os achados típicos na TCAR de tórax na fase não fibrótica da PH?

Os achados clássicos incluem opacidades em vidro fosco difusas ou em mosaico, nódulos centrolobulares de atenuação em vidro fosco e áreas de aprisionamento aéreo (vistas melhor na fase expiratória), configurando o sinal do 'queijo suíço' ou 'headcheese sign'.

Como é feito o tratamento da pneumonite de hipersensibilidade?

O pilar fundamental do tratamento é o afastamento imediato e definitivo da fonte de exposição ao antígeno. Em casos moderados a graves ou com perda funcional progressiva, utilizam-se corticosteroides sistêmicos para reduzir a inflamação intersticial.

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