Pneumonia Viral Grave: Tratamento com Oseltamivir

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 33 anos, previamente saudável, há dois dias, após viagem de avião, apresenta quadro de febre de 39,5ºC, astenia, mialgia e artralgia difusa, evoluindo com dispneia intensa e tosse nas últimas 6 horas. É atendida na sala de emergência consciente, com saturação periférica de oxigênio de 81% em ar ambiente, esforço respiratório, roncos e estertores crepitantes difusos. A radiografia de tórax evidenciou opacidades em vidro fosco difusas e consolidações em ambas bases pulmonares. Hemograma apresenta 12530 leucócitos/mm³, 624 bastonetes/mm³, 5012 segmentados/mm³ e 5763 linfócitos/mm³. Foi instituída ventilação não invasiva. Assinale a alternativa que representa o tratamento melhor indicado para esta paciente.

Alternativas

  1. A) Oseltamivir.
  2. B) Levofloxacino.
  3. C) Amoxicilina+ácido clavulânico.
  4. D) Ceftriaxona+claritromicina.

Pérola Clínica

Pneumonia viral grave pós-viagem + linfocitose relativa → Oseltamivir (influenza).

Resumo-Chave

O quadro clínico de febre alta, mialgia, artralgia, dispneia progressiva, infiltrados pulmonares difusos e histórico de viagem recente é altamente sugestivo de pneumonia viral grave, especialmente por influenza. A linfocitose relativa no hemograma, apesar da leucocitose total, também aponta para etiologia viral. O oseltamivir é o tratamento antiviral específico para influenza.

Contexto Educacional

A pneumonia viral grave, frequentemente causada pelo vírus influenza, é uma condição séria que pode levar à síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) e alta mortalidade. O histórico de viagem recente, febre alta, mialgia e rápida progressão para dispneia intensa são sinais de alerta importantes, especialmente em pacientes jovens e previamente saudáveis. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, com suporte de exames laboratoriais e de imagem. A radiografia de tórax pode mostrar infiltrados difusos, opacidades em vidro fosco e consolidações, enquanto o hemograma pode apresentar leucocitose com linfocitose relativa, sugerindo etiologia viral. A confirmação etiológica por PCR é ideal, mas o tratamento não deve ser atrasado. O tratamento para pneumonia por influenza grave é o antiviral oseltamivir, que deve ser iniciado o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, mas pode ser benéfico mesmo após esse período em casos graves. O suporte ventilatório, como a ventilação não invasiva ou invasiva, é crucial para pacientes com hipoxemia grave.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos e radiológicos que sugerem pneumonia viral grave por influenza?

Clinicamente, febre alta, mialgia, artralgia, tosse e dispneia progressiva. Radiologicamente, opacidades em vidro fosco difusas e consolidações, especialmente em ambas as bases pulmonares, são achados comuns em pneumonia viral grave por influenza.

Por que o oseltamivir é o tratamento de escolha para pneumonia por influenza?

O oseltamivir é um inibidor da neuraminidase, eficaz contra os vírus influenza A e B. Ele reduz a replicação viral e a gravidade da doença, sendo o tratamento antiviral específico recomendado para casos de influenza grave, como a pneumonia viral.

Como o hemograma pode auxiliar na diferenciação entre pneumonia viral e bacteriana?

Na pneumonia viral, é comum observar leucocitose com linfocitose relativa ou até linfopenia, enquanto na pneumonia bacteriana, a leucocitose com neutrofilia e desvio à esquerda é mais característica, embora sobreposições possam ocorrer.

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