INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Mulher de 45 anos foi levada para consulta na casa de saúde indígena da capital do estado, com febre (até 39°C), tosse, dor de garganta, cefaleia, mialgia e artralgia iniciados há cerca de 36 horas. Outros 5 pacientes da mesma comunidade indígena apresentaram quadro semelhante no mesmo período. No dia da consulta, a paciente começou a se queixar de leve falta de ar. Ao exame físico apresentava parâmetros dentro da normalidade, exceto pela febre (39 °C) e por estertores crepitantes na base pulmonar direita. Frequência respiratória de 22 irpm e pressão arterial é de 120 x 80 mmHg. Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que indica, respectivamente, a hipótese diagnóstica e a conduta mais adequada.
Surto respiratório + febre, mialgia, tosse, dispneia precoce, crepitantes → Pneumonia viral (Influenza); Oseltamivir.
O quadro clínico de surto respiratório em comunidade, com sintomas sistêmicos (febre, mialgia, artralgia) e rápida progressão para dispneia e sinais pulmonares, sugere fortemente uma infecção viral, como influenza, que pode evoluir para pneumonia. O oseltamivir é indicado para tratamento da influenza.
A pneumonia viral é uma infecção pulmonar causada por vírus, sendo a influenza um dos agentes etiológicos mais comuns, especialmente em contextos de surtos comunitários. Caracteriza-se por um quadro de síndrome gripal (febre, tosse, dor de garganta, mialgia, cefaleia) que pode evoluir para envolvimento pulmonar, com dispneia e achados como estertores crepitantes ao exame físico. A epidemiologia, como a ocorrência de múltiplos casos na mesma comunidade, é um forte indicativo de etiologia viral. O diagnóstico da pneumonia viral é primariamente clínico-epidemiológico, complementado por exames de imagem (radiografia de tórax) que podem mostrar infiltrados pulmonares. A diferenciação de pneumonia bacteriana é crucial, pois o tratamento difere. A presença de sintomas sistêmicos intensos e a progressão rápida da doença em um contexto de surto favorecem a etiologia viral. Testes rápidos para influenza podem auxiliar na confirmação. A conduta para pneumonia viral, especialmente a causada por influenza, inclui o uso de antivirais como o oseltamivir, que é mais eficaz se iniciado nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, mas pode ser considerado em casos graves ou de risco mesmo após esse período. O tratamento é de suporte, com hidratação, antitérmicos e monitoramento da função respiratória. Antibióticos só são indicados se houver suspeita ou confirmação de coinfecção bacteriana.
Sinais de alerta incluem febre alta, sintomas sistêmicos como mialgia e artralgia, tosse, dispneia precoce e a ocorrência de múltiplos casos semelhantes na comunidade.
O oseltamivir é indicado para tratamento da influenza, especialmente em pacientes com fatores de risco para complicações ou com doença grave, e deve ser iniciado idealmente nas primeiras 48 horas do início dos sintomas.
A pneumonia viral frequentemente apresenta sintomas sistêmicos mais proeminentes, como mialgia e cefaleia, e pode ocorrer em surtos. A bacteriana tende a ter início mais abrupto e sintomas respiratórios mais focais.
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