UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Menino, 4a, é atendido por história de cinco pneumonias, todas com resolução total. Os episódios foram caracterizados por febre baixa, cansaço e tosse seca que durava uma semana e dificultava o sono. Os radiogramas de tórax no diagnóstico evidenciavam opacidade heterogênea (alvéolo-intersticial) em diferentes campos pulmonares a cada episódio. Radiogramas de tórax de controle normais. OS EXAMES PARA A CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA SÃO:
Pneumonia recorrente com infiltrados migratórios e resolução total → considerar parasitoses pulmonares (ex: Síndrome de Loeffler).
Pneumonias de repetição em crianças, especialmente com infiltrados pulmonares migratórios e boa resolução, devem levantar a suspeita de causas não infecciosas comuns, como parasitoses (ex: Ascaris lumbricoides), que podem causar eosinofilia e infiltrados transitórios. O hemograma pode revelar eosinofilia e o parasitológico de fezes pode identificar o agente.
Pneumonia de repetição em crianças é um desafio diagnóstico que exige uma investigação abrangente. É definida por dois ou mais episódios em um ano ou três ou mais episódios na vida, com radiografia normal entre eles. A importância clínica reside em identificar a causa subjacente para prevenir danos pulmonares a longo prazo e melhorar a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia varia conforme a etiologia, mas em casos como a Síndrome de Loeffler, a migração de larvas de parasitas (ex: Ascaris lumbricoides) pelos pulmões desencadeia uma resposta inflamatória com eosinofilia, resultando em infiltrados pulmonares transitórios. O diagnóstico diferencial é vasto e inclui asma, fibrose cística, imunodeficiências primárias, aspiração crônica e malformações congênitas. A suspeita deve surgir em quadros de pneumonias com características atípicas, como infiltrados migratórios e boa resolução. O tratamento é direcionado à causa. No caso de parasitoses, antiparasitários são indicados. O prognóstico depende da identificação e manejo adequado da etiologia. É fundamental uma abordagem sistemática, incluindo história clínica detalhada, exame físico, exames laboratoriais (hemograma, IgE, testes de função imune) e de imagem (radiografia de tórax, TC de tórax em casos selecionados) para guiar a investigação e garantir o tratamento correto.
As causas são variadas, incluindo infecções virais recorrentes, asma, aspiração de corpo estranho, refluxo gastroesofágico, imunodeficiências, fibrose cística e parasitoses pulmonares como a Síndrome de Loeffler.
Manifesta-se com infiltrados pulmonares migratórios, tosse seca, febre baixa e eosinofilia periférica, geralmente associada à migração larvária de parasitas (ex: Ascaris). O diagnóstico envolve hemograma e parasitológico de fezes.
O hemograma pode revelar eosinofilia, sugerindo parasitose ou atopia. O parasitológico de fezes é crucial para identificar ovos ou parasitas intestinais que podem causar manifestações pulmonares durante seu ciclo de vida.
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