HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Paciente, no quinto dia de pós-operatório de gastrectomia total, apresenta dor torácica, principalmente , em base direita, tosse produtiva, taquipneia, febre (38º). O diagnóstico e a etiologia CORRETOS são, respectivamente.
Dor torácica, febre, tosse produtiva e taquipneia no 5º PO de gastrectomia → alta suspeita de pneumonia; TC de tórax para diagnóstico.
No pós-operatório de grandes cirurgias abdominais como a gastrectomia, a pneumonia é uma complicação comum, especialmente após o 3º-5º dia, manifestando-se com febre, tosse produtiva, dor torácica e taquipneia. A tomografia de tórax é o exame de imagem mais sensível para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão.
A pneumonia pós-operatória é uma das complicações pulmonares mais frequentes e graves após grandes cirurgias, especialmente as abdominais altas como a gastrectomia total. A incidência é maior devido a múltiplos fatores, incluindo a dor que limita a expansão torácica, a imobilidade, a depressão do reflexo da tosse, a ventilação mecânica prolongada e a microaspiração. O quadro clínico geralmente se manifesta a partir do 3º ao 5º dia de pós-operatório com febre, tosse (muitas vezes produtiva), taquipneia, dor torácica pleurítica e, em casos mais graves, hipoxemia. A fisiopatologia envolve a colonização e proliferação de microrganismos na árvore brônquica, frequentemente bactérias da flora orofaríngea ou nosocomiais, em um pulmão com mecanismos de defesa comprometidos. O diagnóstico é baseado na suspeita clínica, exames laboratoriais (leucocitose, aumento de PCR) e, principalmente, exames de imagem. Embora o raio-X de tórax seja o exame inicial, a tomografia computadorizada de tórax é o padrão-ouro, oferecendo maior sensibilidade e especificidade para identificar infiltrados, consolidações, cavitações e derrame pleural, além de auxiliar na diferenciação de outras complicações como atelectasia ou embolia pulmonar. O tratamento da pneumonia pós-operatória consiste em antibioticoterapia empírica de amplo espectro, ajustada posteriormente conforme cultura e antibiograma, suporte respiratório (oxigenoterapia, fisioterapia respiratória) e manejo da dor. A prevenção é fundamental e inclui mobilização precoce, fisioterapia respiratória, analgesia adequada e higiene oral. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento, bem como das comorbidades do paciente.
Fatores de risco incluem idade avançada, tabagismo, DPOC, tempo cirúrgico prolongado, incisões abdominais altas, dor pós-operatória que limita a respiração profunda, imobilidade e ventilação mecânica prolongada.
A pneumonia geralmente cursa com febre mais alta, tosse produtiva, leucocitose e infiltrados pulmonares na imagem que não se resolvem rapidamente com fisioterapia. A atelectasia tende a ter febre mais baixa, tosse seca e infiltrados que melhoram com manobras de expansão pulmonar.
A tomografia de tórax é superior ao raio-X para detectar infiltrados pulmonares, identificar cavitações, derrame pleural e diferenciar pneumonia de outras complicações, sendo crucial para o diagnóstico preciso e planejamento terapêutico.
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