FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
Mulher jovem deu entrada no setor de urgência por desconforto respiratório, tosse seca, febre baixa, de início há 10 dias. Relata ter realizado, recentemente, sorologia para HIV, com resultado positivo. A ausculta respiratória era normal. Radiografia demonstrou infiltrado reticular difuso, bilateral e simétrico. À gasometria arterial, apresentou PaO² de 45 mmHg (normal: 80-100). Após confirmação da principal hipótese diagnóstica, a conduta adequada é:
PCP em HIV: hipoxemia grave + infiltrado reticular difuso + ausculta normal → SMX-TMP + prednisona.
A pneumonia por Pneumocystis jirovecii (PCP) é uma infecção oportunista comum em pacientes com HIV, especialmente com CD4 baixo. A hipoxemia grave é um critério para adicionar corticoide (prednisona) ao tratamento com sulfametoxazol-trimetoprim, melhorando o prognóstico.
A Pneumonia por Pneumocystis jirovecii (PCP) é uma das infecções oportunistas mais comuns e graves em indivíduos com infecção pelo HIV, especialmente aqueles com contagem de linfócitos T CD4+ abaixo de 200 células/mm³. Sua importância clínica reside na alta morbidade e mortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente, sendo um marcador de imunodeficiência avançada. A fisiopatologia envolve a replicação do fungo nos alvéolos pulmonares, levando a inflamação e comprometimento da troca gasosa. O diagnóstico é suspeitado clinicamente por dispneia progressiva, tosse seca, febre e hipoxemia, com radiografia de tórax mostrando infiltrado intersticial difuso bilateral. A confirmação laboratorial é feita pela detecção do P. jirovecii em amostras respiratórias (escarro induzido, lavado broncoalveolar). O tratamento padrão é sulfametoxazol-trimetoprim (SMX-TMP) por 21 dias. Em pacientes com hipoxemia moderada a grave (PaO2 < 70 mmHg ou gradiente alvéolo-arterial > 35 mmHg), a associação de corticosteroides (prednisona) é crucial para reduzir a inflamação pulmonar e melhorar o prognóstico. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a profilaxia primária com SMX-TMP é fundamental para prevenir a doença em pacientes de risco.
A PCP geralmente se manifesta com tosse seca, dispneia progressiva, febre baixa e hipoxemia. A ausculta pulmonar pode ser normal, e a radiografia de tórax frequentemente mostra infiltrado reticular difuso bilateral.
O tratamento de primeira linha é sulfametoxazol-trimetoprim por 21 dias. Corticosteroides (prednisona) são indicados em casos de hipoxemia moderada a grave (PaO2 < 70 mmHg ou gradiente alvéolo-arterial > 35 mmHg).
A PCP se destaca pela hipoxemia desproporcional aos achados auscultatórios, infiltrado reticular difuso na radiografia e resposta ao SMX-TMP. Outras infecções como tuberculose ou outras pneumonias bacterianas podem ter padrões radiológicos e sintomas diferentes.
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