IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2018
Menino de 8 anos é trazido por sua mãe à Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixas de cefaleia, prostração e tosse. Refere também picos de febre baixa isolados, dificuldade para manter as atividades escolares há cerca de 8 dias. Ao exame físico, na ausculta pulmonar, constatam-se sibilos esparsos e estertores subcrepitantes na base pulmonar direita. A radiografia de tórax apresenta infiltrados intersticiais difusos, mais intensos em hilos, com comprometimento alveolar em bases pulmonares. Qual o agente etiológico mais provável para o quadro e o tratamento a ser preconizado?
Pneumonia atípica em escolares (Mycoplasma) → infiltrado intersticial difuso + sintomas sistêmicos + tosse persistente.
A apresentação clínica com sintomas sistêmicos (cefaleia, prostração, febre baixa), tosse persistente e achados radiográficos de infiltrado intersticial difuso são altamente sugestivos de pneumonia atípica, sendo Mycoplasma pneumoniae o agente mais comum em escolares. O tratamento de escolha são os macrolídeos, como a azitromicina.
A pneumonia por Mycoplasma pneumoniae é uma causa comum de pneumonia adquirida na comunidade em escolares e adolescentes, sendo classificada como pneumonia atípica. Sua importância clínica reside na necessidade de reconhecimento para um tratamento adequado, evitando o uso ineficaz de antibióticos beta-lactâmicos. O diagnóstico é sugerido pela apresentação clínica insidiosa com sintomas sistêmicos como cefaleia, prostração e febre baixa, acompanhados de tosse seca persistente. A radiografia de tórax tipicamente revela infiltrados intersticiais difusos, frequentemente mais intensos em hilos, podendo haver comprometimento alveolar em bases. A ausculta pulmonar pode ser inespecífica, com sibilos esparsos e estertores subcrepitantes. O tratamento de escolha para pneumonia por Mycoplasma pneumoniae são os macrolídeos, como a azitromicina, devido à ausência de parede celular bacteriana, o que confere resistência intrínseca a penicilinas e cefalosporinas. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas o atraso no diagnóstico pode prolongar a doença e, raramente, levar a complicações.
A pneumonia por Mycoplasma pneumoniae geralmente apresenta início insidioso com febre baixa, cefaleia, mal-estar, mialgia e tosse seca persistente. Pode haver sibilos e estertores finos à ausculta pulmonar.
O tratamento de escolha são os macrolídeos, como a azitromicina, claritromicina ou eritromicina, devido à ausência de parede celular bacteriana no Mycoplasma, tornando-o resistente a beta-lactâmicos.
A pneumonia atípica (Mycoplasma) tende a ter início mais gradual, sintomas sistêmicos proeminentes e tosse seca persistente. Radiologicamente, apresenta infiltrado intersticial. A pneumonia bacteriana típica (Streptococcus) tem início agudo, febre alta, tosse produtiva e infiltrado alveolar lobar.
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