UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2019
Uma criança de 7 anos chega ao ambulatório com queixa de tosse persistente há quinze dias. No início a tosse era seca, contudo, tornou-se produtiva há cinco dias. Refere febre de no máximo 37,8° há oito dias, e ainda, coriza, odinofagia, astenia, rouquidão e cefaleia. Em seus antecedentes pessoais fisiológicos e patológicos. possui calendário vacinal atualizado e não há alterações significativas o nem doenças pregressas. Ao examiná-Ia. na ausculta pulmonar o médico constata presença de sibilos o crepitações finas. O Raio x de tórax evidencia infiltrado intersticial com condensacães irregulares peri- hilares. Diante do quadro, o plantonista prescreve penicilina. Sobre a conduta, verifica-se que o médico.
Pneumonia atípica (< Mycoplasma pneumoniae): tosse persistente, febre baixa, RX infiltrado intersticial → Tratar com macrolídio, não betalactâmico.
O quadro clínico de tosse persistente, febre baixa, sintomas de vias aéreas superiores e infiltrado intersticial no RX de tórax em uma criança de 7 anos é altamente sugestivo de pneumonia atípica, com *Mycoplasma pneumoniae* como principal agente. Betalactâmicos (como a penicilina) são ineficazes contra *Mycoplasma* devido à ausência de parede celular, sendo os macrolídios a escolha terapêutica.
A pneumonia atípica em crianças é uma forma comum de infecção respiratória, frequentemente causada por agentes como *Mycoplasma pneumoniae* e *Chlamydophila pneumoniae*. Diferente das pneumonias bacterianas típicas, que geralmente apresentam início abrupto e consolidação lobar, as atípicas têm um curso mais insidioso, com sintomas de vias aéreas superiores e achados radiológicos de infiltrado intersticial. O *Mycoplasma pneumoniae* é particularmente prevalente em crianças em idade escolar e adolescentes. A fisiopatologia envolve a adesão do *Mycoplasma* ao epitélio respiratório, causando inflamação e dano celular. Os sintomas incluem tosse persistente, febre baixa, dor de garganta, cefaleia e mal-estar. A ausculta pulmonar pode ser variada, com sibilos e crepitações. O diagnóstico é primariamente clínico e radiológico, com o raio-X de tórax mostrando infiltrados intersticiais ou broncopneumônicos irregulares, que podem ser mais extensos do que o sugerido pelo exame físico. O tratamento da pneumonia por *Mycoplasma pneumoniae* requer antibióticos que atuem em mecanismos diferentes da parede celular bacteriana. Os macrolídios (azitromicina, claritromicina) são a primeira linha de escolha, pois inibem a síntese proteica bacteriana. É crucial evitar o uso de betalactâmicos (como penicilina ou amoxicilina), que são ineficazes contra este patógeno. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a tosse pode persistir por semanas.
A pneumonia atípica em crianças frequentemente se manifesta com tosse persistente (inicialmente seca, depois produtiva), febre baixa, cefaleia, mialgia, dor de garganta e coriza. A ausculta pulmonar pode revelar sibilos e crepitações finas, e o raio-X de tórax tipicamente mostra infiltrado intersticial ou perihilar irregular.
A penicilina e outros antibióticos betalactâmicos atuam inibindo a síntese da parede celular bacteriana. O *Mycoplasma pneumoniae* é uma bactéria que não possui parede celular, tornando-o intrinsecamente resistente a essa classe de antibióticos. Portanto, a penicilina não tem efeito terapêutico contra este patógeno.
O tratamento de escolha para pneumonia por *Mycoplasma pneumoniae* em crianças são os antibióticos macrolídios, como a azitromicina ou a claritromicina. Estes agentes atuam inibindo a síntese proteica bacteriana e são eficazes contra patógenos atípicos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo