Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2025
Menino de 5 anos é atendido com tosse seca há 2 semanas, febre baixa e cansaço. Ao exame, apresenta crepitações em base pulmonar direita Radiografia_de tórax com opacidades alveolares em base direita. Leucócitos 10.000/mm³, linfócitos 55%. Teste de PCR para Mycoplasma pneumoniae positivo. Qual a conduta mais indicada?
Pneumonia por Mycoplasma pneumoniae em criança → tratamento de escolha é macrolídeo (azitromicina).
Mycoplasma pneumoniae causa pneumonia atípica, comum em crianças e adolescentes, com sintomas arrastados como tosse seca e febre baixa. O tratamento de escolha são os macrolídeos, como a azitromicina, devido à ausência de parede celular bacteriana, tornando beta-lactâmicos ineficazes.
A pneumonia por Mycoplasma pneumoniae é uma causa comum de infecção respiratória, especialmente em crianças em idade escolar e adolescentes, sendo responsável por uma parcela significativa das pneumonias atípicas. Sua importância clínica reside na necessidade de um tratamento específico, diferente das pneumonias bacterianas típicas, para evitar falha terapêutica e complicações. É crucial para residentes reconhecer o quadro clínico e a abordagem diagnóstica. A fisiopatologia do Mycoplasma pneumoniae é única, pois o microrganismo não possui parede celular, o que o torna intrinsecamente resistente a antibióticos que agem na síntese da parede celular, como os beta-lactâmicos. O diagnóstico é frequentemente clínico e epidemiológico, mas pode ser confirmado por testes moleculares como o PCR. A suspeita deve surgir em quadros de tosse arrastada, febre baixa e infiltrados pulmonares em radiografia, especialmente em surtos comunitários. O tratamento de escolha para a pneumonia por Mycoplasma pneumoniae são os macrolídeos (azitromicina, claritromicina) ou, em casos de resistência ou intolerância, tetraciclinas (doxiciclina para maiores de 8 anos) ou fluoroquinolonas. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a não identificação e o uso de antibióticos inadequados podem prolongar a doença. A resistência aos macrolídeos é uma preocupação crescente em algumas regiões.
A pneumonia por Mycoplasma pneumoniae geralmente se apresenta com tosse seca persistente, febre baixa, cefaleia e mal-estar, com achados radiográficos de infiltrados intersticiais ou alveolares, muitas vezes desproporcionais aos sintomas.
A azitromicina, um macrolídeo, é o tratamento de escolha porque o Mycoplasma pneumoniae não possui parede celular, tornando os antibióticos beta-lactâmicos (como penicilina e ceftriaxone) ineficazes. Os macrolídeos agem inibindo a síntese proteica bacteriana.
A pneumonia por Mycoplasma (atípica) tende a ter início mais insidioso, tosse seca e sintomas extrapulmonares. A pneumonia bacteriana típica geralmente tem início abrupto, febre alta, tosse produtiva e leucocitose com neutrofilia. O PCR para Mycoplasma pode confirmar o diagnóstico.
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