SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2019
Lactente nascido de parto normal, pesando 3,5 kg, atualmente com 30 dias de vida, apresenta quadro de tosse há 2 semanas, que vem piorando nos últimos dias e tem atrapalhado as mamadas. O bebê teve conjuntivite purulenta entre o terceiro e sétimo dia de vida. No momento, tem o estado geral bom, mas tem taquipneia com FR 65 irpm. No hemograma, nota-se aumento de eosinófilos. Qual a principal hipótese diagnóstica?
Lactente <3m com tosse progressiva, taquipneia, conjuntivite prévia e eosinofilia → Pneumonia por Chlamydia trachomatis.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes é uma causa comum de síndrome de pneumonia afebril, caracterizada por tosse progressiva (muitas vezes coqueluchoide), taquipneia e, frequentemente, histórico de conjuntivite neonatal. A eosinofilia no hemograma é um achado distintivo que auxilia no diagnóstico diferencial.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma causa importante de doença respiratória em lactentes jovens, tipicamente manifestando-se entre 2 e 12 semanas de vida. É uma infecção adquirida verticalmente durante o parto vaginal de mães com infecção cervical não tratada. A apresentação clássica é a "síndrome de pneumonia afebril", caracterizada por tosse progressiva (muitas vezes paroxística, simulando coqueluche), taquipneia e, frequentemente, ausência de febre ou febre baixa. Um dado crucial para o diagnóstico é a história de conjuntivite neonatal purulenta prévia, que geralmente ocorre entre o 5º e o 14º dia de vida. Ao exame físico, o lactente pode apresentar bom estado geral, mas com taquipneia e crepitações pulmonares. O hemograma pode revelar eosinofilia, um achado distintivo que ajuda a diferenciar de outras etiologias. O tratamento de escolha é a eritromicina oral por 10-14 dias. É fundamental reconhecer essa condição para iniciar o tratamento adequado e prevenir complicações, além de investigar e tratar a mãe e seus parceiros sexuais para evitar reinfecções e transmissão. O diagnóstico diferencial inclui coqueluche, infecções virais respiratórias e outras pneumonias atípicas.
Os sinais incluem tosse progressiva (muitas vezes paroxística ou coqueluchoide), taquipneia, ausência de febre significativa e, frequentemente, história prévia de conjuntivite neonatal entre 5-14 dias de vida.
A eosinofilia periférica é um achado laboratorial comum e distintivo na pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes, auxiliando a diferenciá-la de outras causas de pneumonia viral ou bacteriana.
A transmissão ocorre verticalmente, da mãe infectada para o recém-nascido durante o parto vaginal, resultando em conjuntivite (5-14 dias) e/ou pneumonia (2-12 semanas de vida).
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