PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Lactente com oito semanas de vida, sexo feminino, nascido a termo de parto vaginal, sem complicações, apresenta tosse e olhos avermelhados, há uma semana. Nos últimos dias, está um pouco ''cansadinha'' e a tosse se intensificou muito, não deixando-a dormir. Mantêm-se afebril. Ao exame, leve prostração, conjuntivite bilateral com secreção clara. FR:50 irpm, ausculta pulmonar com crepitações e sibilos esparsos bilaterais. Saturação de oxigênio:93%. O agente etiológico MAIS PROVÁVEL responsável por este quadro é:
Lactente <3m, afebril, tosse + conjuntivite + sibilância/crepitações → Chlamydia trachomatis.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é comum em lactentes jovens, geralmente afebril, e se manifesta com tosse persistente (muitas vezes paroxística), conjuntivite e achados respiratórios como crepitações e sibilos, resultando da transmissão vertical durante o parto.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma causa importante de doença respiratória em lactentes jovens, tipicamente entre 2 e 12 semanas de vida. É uma infecção de transmissão vertical, onde o recém-nascido adquire a bactéria ao passar pelo canal de parto de uma mãe infectada. A apresentação clínica clássica inclui uma tríade de tosse persistente e paroxística (muitas vezes descrita como coqueluchoide), conjuntivite bilateral e achados de desconforto respiratório, como taquipneia, crepitações e sibilos, com o lactente geralmente afebril. A suspeita clínica é crucial para o diagnóstico precoce e tratamento adequado. A fisiopatologia envolve a colonização das vias aéreas e conjuntivas pela bactéria, levando a um processo inflamatório. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAAT) em secreções respiratórias ou conjuntivais. A diferenciação de outras causas de bronquiolite ou pneumonia viral é fundamental, especialmente pela ausência de febre e a presença de conjuntivite. A saturação de oxigênio pode estar reduzida, indicando comprometimento pulmonar. O tratamento padrão é com macrolídeos, como eritromicina ou azitromicina, que são eficazes contra a Chlamydia trachomatis. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a não identificação pode levar a complicações respiratórias. É essencial lembrar que a infecção materna deve ser tratada para evitar recorrências e a transmissão para futuros filhos, reforçando a importância do rastreamento pré-natal.
Os sinais incluem tosse persistente e paroxística (tipo coqueluchoide), conjuntivite bilateral com secreção clara, taquipneia, crepitações e sibilos à ausculta pulmonar. Geralmente, o lactente permanece afebril.
A transmissão ocorre verticalmente, da mãe para o filho, durante o parto vaginal, quando a mãe possui infecção cervical não tratada. A bactéria coloniza as mucosas do recém-nascido, causando conjuntivite e pneumonia.
O tratamento de escolha é a eritromicina oral por 10 a 14 dias. Outras opções incluem azitromicina. É importante tratar também a mãe e seus parceiros sexuais para prevenir reinfecção.
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