CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2020
Menina com 3 meses de idade, nasceu de parto normal, peso 3050 g, sem intercorrências. Iniciou quadro de diminuição de aceitação da amamentação, associado a episódios de tosse intensa. Ao exame físico apresenta-se afebril, regular estado geral, Frequência Respiratória de 40 rpm e presença de estertores finos bilaterais.A principal etiologia para este quadro de PAC ( pneumonia adquirida na comunidade) é:
PAC lactente < 6 meses com tosse intensa e afebril → Chlamydia trachomatis.
Em lactentes jovens (até 3-4 meses), a pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma causa importante de PAC, frequentemente associada a tosse persistente, afebril e sem grande toxicidade, podendo ter história de conjuntivite neonatal.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em lactentes é uma condição comum e desafiadora, com etiologias que variam conforme a faixa etária. Em bebês com menos de 3-4 meses, a Chlamydia trachomatis é uma causa relevante, muitas vezes subestimada, que se manifesta com um quadro de tosse persistente, afebril ou com febre baixa, e estertores finos bilaterais. A transmissão ocorre verticalmente durante o parto, e a infecção pode se manifestar também como conjuntivite neonatal. O diagnóstico diferencial da PAC em lactentes inclui vírus sincicial respiratório (VSR), outros vírus respiratórios e bactérias como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae. No entanto, a apresentação afebril e a tosse intensa e prolongada, por vezes paroxística, devem levantar a suspeita de Chlamydia. A fisiopatologia envolve a replicação intracelular da bactéria no epitélio respiratório, causando inflamação e comprometimento pulmonar. O tratamento da pneumonia por Chlamydia trachomatis é feito com macrolídeos, como a eritromicina ou azitromicina, que são eficazes contra o agente. É crucial o reconhecimento precoce para evitar complicações e garantir a recuperação do lactente. A profilaxia neonatal para Chlamydia, embora não universal, é importante em casos de mães com infecção confirmada.
Geralmente, lactentes apresentam tosse persistente (muitas vezes coqueluchoide), taquipneia, estertores finos e podem estar afebris ou com febre baixa. História de conjuntivite neonatal é comum.
Em lactentes com menos de 3-4 meses, Chlamydia trachomatis é uma causa importante de pneumonia afebril, com tosse intensa e progressiva.
A tosse coqueluchoide, a ausência de febre alta e a possível história de conjuntivite neonatal são pistas importantes para Chlamydia, diferenciando-a de VSR ou Bordetella pertussis.
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