HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015
Vitória Maria, 2 meses de vida, nasceu de parto normal, a termo, sem intercorrências. Apresenta história de congestão nasal, tosse e desconforto respiratório, sem febre. Ao exame, encontra-se em bom estado geral, taquipneica, ausculta pulmonar com estertores difusos, e tem sinais de conjuntivite. O hemograma revelou eosinofilia, e a radiografia de tórax evidenciou hiperinsuflação bilateral, com infiltrados intersticiais difusos. A conduta médica é prescrever:
Lactente <3 meses com tosse, taquipneia, conjuntivite, eosinofilia e infiltrado intersticial → Pneumonia por Chlamydia trachomatis → Eritromicina.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes jovens (<3 meses) é caracterizada por tosse persistente (muitas vezes paroxística), taquipneia, ausência de febre, eosinofilia e frequentemente associada à conjuntivite. O padrão radiológico é de hiperinsuflação e infiltrados intersticiais difusos. O tratamento de escolha é um macrolídeo, como a eritromicina.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma causa importante de doença respiratória em lactentes jovens, geralmente entre 1 e 3 meses de idade. É adquirida verticalmente durante o parto de mães com infecção cervical não tratada. A apresentação clássica inclui tosse persistente (muitas vezes paroxística, tipo coqueluche), taquipneia, ausência de febre e, frequentemente, história de conjuntivite neonatal (oftalmia por Chlamydia). Ao exame físico, o lactente pode estar em bom estado geral, mas taquipneico, com ausculta pulmonar revelando estertores difusos. Achados laboratoriais incluem eosinofilia periférica, e a radiografia de tórax tipicamente mostra hiperinsuflação e infiltrados intersticiais difusos. A diferenciação de outras causas de bronquiolite ou pneumonia é crucial, especialmente a coqueluche. O tratamento de escolha para pneumonia por Chlamydia trachomatis é um macrolídeo, como a eritromicina ou azitromicina, por 10 a 14 dias. É importante tratar a infecção para prevenir complicações e reduzir a transmissão. Antibióticos beta-lactâmicos são ineficazes contra este patógeno intracelular.
Tosse persistente (tipo 'coqueluchoide'), taquipneia, ausência de febre, conjuntivite e eosinofilia no hemograma são achados clássicos que devem levantar a suspeita de pneumonia por Chlamydia.
A eritromicina, um macrolídeo, é eficaz contra Chlamydia trachomatis, um patógeno intracelular que não responde aos antibióticos beta-lactâmicos comumente usados para bactérias típicas. Outros macrolídeos como azitromicina também são opções.
A transmissão ocorre verticalmente, da mãe infectada com Chlamydia trachomatis para o recém-nascido durante o parto vaginal, resultando em conjuntivite e, posteriormente, pneumonia.
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