FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2018
Lactente de três meses, eutrófico, nascido de parto normal com Apgar 8 e 10, iniciou quadro insidioso e progressivo há doze dias com tosse, sem febre, obstrução nasal e diminuição no ganho de peso. Ao exame: frequência respiratória= 58 irpm, frequência cardíaca= 120bpm, T.Ax.= 36,8°C e ausculta pulmonar com estertores crepitantes difusos. Radiografia de tórax com infiltrado intersticial difuso. Hemograma: 13.000 leucócitos (B=5; E=10; M=0; M=0; B=0; S=38; L=39; M=8). O agente etiológico mais provável é:
Lactente < 6m, tosse insidiosa afebril, estertores, eosinofilia → Pneumonia por Chlamydia trachomatis.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes tipicamente se manifesta com tosse persistente e afebril, taquipneia e estertores, muitas vezes sem febre. O hemograma pode revelar eosinofilia, e a radiografia de tórax mostra infiltrado intersticial difuso, diferenciando-a de outras causas de pneumonia viral ou bacteriana.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma causa importante de doença respiratória em lactentes jovens, geralmente ocorrendo entre 1 e 3 meses de idade. É adquirida verticalmente durante o parto, a partir de uma mãe infectada. A apresentação clínica é tipicamente insidiosa, com tosse progressiva, taquipneia e estertores, mas sem febre, o que a distingue de pneumonias virais ou bacterianas mais comuns. O diagnóstico é sugerido pela tríade de tosse persistente afebril, taquipneia e eosinofilia no hemograma, além de um infiltrado intersticial difuso na radiografia de tórax. A história de conjuntivite neonatal prévia ou concomitante é um forte indicativo. A confirmação pode ser feita por detecção do antígeno ou PCR em secreções respiratórias. O tratamento é feito com macrolídeos, como eritromicina ou azitromicina, por um período de 10 a 14 dias. É crucial tratar a mãe e o parceiro sexual para prevenir reinfecção. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a tosse pode persistir por semanas.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes é caracterizada por tosse persistente (muitas vezes coqueluchoide), taquipneia, estertores crepitantes difusos e, notavelmente, ausência de febre. Pode haver histórico de conjuntivite neonatal.
O hemograma pode revelar eosinofilia periférica, um achado que, embora não patognomônico, é sugestivo de pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes e ajuda a diferenciá-la de outras causas.
O tratamento de escolha para pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes é a eritromicina oral por 10 a 14 dias. Outros macrolídeos como azitromicina também podem ser utilizados.
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