Pneumonia por Chlamydia Trachomatis em Lactentes: Diagnóstico

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2017

Enunciado

Lactente, 45 dias de vida, apresenta quadro de tosse há três semanas, que vem piorando progressivamente e que, nos últimos dias, tem atrapalhado as mamadas. Nasceu de parto normal, peso de nascimento 3 kg. Mãe é asmática e apresentava corrimento vaginal abundante e fétido no momento do parto. Exame físico: bom estado geral; afebril; FR: 68 irpm; estertores difusos e sibilos no hemitórax direito à ausculta pulmonar; ausência de tiragem; restante sem alterações. Hemograma: aumento do número de eosinófilos. Assinale a alternativa CORRETA quanto à principal hipótese diagnóstica nesse caso:

Alternativas

  1. A) Coqueluche.
  2. B) Síndrome de Löeffler.
  3. C) Lactente Sibilante recorrente.
  4. D) Pneumonia por Clamídia Trachomatis.

Pérola Clínica

Lactente < 3 meses com tosse prolongada, taquipneia, sibilos/estertores, eosinofilia e mãe com histórico de corrimento vaginal → Pneumonia por Chlamydia trachomatis.

Resumo-Chave

A pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes, geralmente adquirida no parto, manifesta-se com tosse subaguda, taquipneia e ausência de febre. A eosinofilia periférica é um achado laboratorial característico, e a história materna de infecção vaginal é um forte indício.

Contexto Educacional

A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma infecção respiratória comum em lactentes jovens, geralmente adquirida durante a passagem pelo canal de parto de mães infectadas. A doença se manifesta tipicamente entre 2 e 12 semanas de vida, com um quadro de tosse subaguda, progressiva e muitas vezes paroxística (coqueluchoide), taquipneia e ausência de febre. É crucial para o residente de pediatria reconhecer essa etiologia. O diagnóstico é sugerido pela história clínica, incluindo a presença de conjuntivite neonatal prévia ou concomitante e o histórico materno de corrimento vaginal ou infecção por Chlamydia. No exame físico, podem-se encontrar estertores e sibilos. Laboratorialmente, a eosinofilia periférica é um achado característico e importante para o diagnóstico diferencial. A confirmação pode ser feita por PCR ou cultura de secreções respiratórias. O tratamento de escolha são os macrolídeos, como eritromicina ou azitromicina, por 10 a 14 dias. O tratamento é eficaz e previne complicações a longo prazo. É importante também tratar a mãe e o parceiro para evitar reinfecção. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são fundamentais para o bom prognóstico do lactente.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes?

Caracteriza-se por tosse subaguda e progressiva (muitas vezes coqueluchoide), taquipneia, ausência de febre e, frequentemente, história de conjuntivite neonatal prévia ou concomitante, adquirida no parto.

Por que a eosinofilia é um achado importante na pneumonia por Chlamydia?

A eosinofilia periférica é um achado laboratorial comum e sugestivo de pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes, ajudando a diferenciá-la de outras causas de pneumonia, como as virais ou bacterianas típicas.

Qual o tratamento de escolha para pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes?

O tratamento de escolha é a eritromicina ou azitromicina, que são macrolídeos eficazes contra Chlamydia trachomatis. O tratamento deve ser administrado por 10 a 14 dias.

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