IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2018
Considere o seguinte: criança com 2 meses de vida, sexo masculino, nasceu de parto normal, a termo, com APGAR = 8 e 10, com 1 e 5 minutos de vida, respectivamente. Apresentou conjuntivite com 1 mês de vida. Há 10 dias com quadro de tosse coqueluchoide e ausência de febre. Ao exame físico, apresenta discreto desconforto respiratório com sibilos e estertores subcrepitantes esparsos. O hemograma mostra: Hb = 9,0 g%; leucócitos = 8.860 (6% de bastonetes, 36% de segmentados, 50% de linfócitos, 7% de eosinófilos). Na radiografia de tórax, observa-se padrão de acometimento intersticial. Face ao exposto, assinale a alternativa que apresenta corretamente a opção terapêutica antimicrobiana inicial.
Pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactente: conjuntivite neonatal + tosse coqueluchoide afebril + eosinofilia → Macrolídeo.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma causa comum de pneumonia afebril em lactentes jovens, frequentemente associada a uma história de conjuntivite neonatal. A eosinofilia no hemograma é uma pista diagnóstica importante, e o tratamento de escolha são os macrolídeos.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma infecção respiratória comum em lactentes jovens, geralmente adquirida durante o parto de mães infectadas. É uma das principais causas de pneumonia afebril em crianças com menos de 3 meses de idade, sendo crucial para o diagnóstico diferencial em Pediatria. Sua importância reside na necessidade de tratamento específico para evitar complicações e na sua associação com outras manifestações da infecção por Chlamydia. A fisiopatologia envolve a colonização do trato respiratório inferior pela bactéria, levando a um processo inflamatório que se manifesta clinicamente como tosse prolongada, muitas vezes com características coqueluchoides, e desconforto respiratório. O diagnóstico é sugerido pela tríade de conjuntivite neonatal prévia, tosse afebril e eosinofilia, além de um padrão intersticial na radiografia de tórax. A suspeita clínica é fundamental para a solicitação de exames confirmatórios, como PCR para Chlamydia. O tratamento é baseado em macrolídeos, como a eritromicina ou azitromicina, que são eficazes na erradicação da bactéria. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a falta de diagnóstico e tratamento pode levar a complicações respiratórias. É um tema recorrente em provas de residência médica devido à sua apresentação clínica peculiar e à importância do reconhecimento precoce.
Os sinais incluem tosse coqueluchoide prolongada e afebril, desconforto respiratório leve, sibilos e estertores. Frequentemente, há história prévia de conjuntivite neonatal e eosinofilia no hemograma.
O tratamento de escolha são os macrolídeos, como a eritromicina ou azitromicina. Eles são eficazes contra a Chlamydia trachomatis e devem ser administrados pelo tempo recomendado para erradicar a infecção.
A presença de conjuntivite neonatal prévia, a ausência de febre, a tosse coqueluchoide e a eosinofilia no hemograma são fortes indicativos de pneumonia por Chlamydia, diferenciando-a de infecções virais ou bacterianas típicas.
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