AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
Um menino de 4 semanas de vida apresentou tosse e “respiração rápida” por 2 dias. Sua mãe relata uma história de congestão nasal e secreção ocular há 1 semana sem febre ou alteração no apetite. A criança nasceu de parto vaginal após uma gestação a termo sem complicações. Ao exame físico, de relevante, há uma temperatura de 37,4ºC e uma frequência respiratória de 44 respirações/min. Ele tem congestão nasal, rinorreia clara, conjuntiva eritematosa bilateralmente e secreção clara no olho direito. Ausculta pulmonar tem presença de estertores esparsos sem sibilos. Qual dos seguintes é o patógeno mais provável?
Lactente <3 meses com conjuntivite + pneumonia afebril + tosse estacato → suspeitar de Chlamydia trachomatis.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma causa importante de doença respiratória em lactentes jovens, frequentemente associada à conjuntivite. A transmissão ocorre verticalmente durante o parto vaginal, e a apresentação clássica inclui tosse estacato e ausência de febre alta.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma infecção respiratória comum em lactentes jovens, tipicamente entre 2 e 12 semanas de vida. É uma manifestação da infecção perinatal por Chlamydia, adquirida durante a passagem pelo canal de parto de mães infectadas. A doença é de grande importância clínica devido à sua prevalência e à necessidade de tratamento específico para evitar complicações. O quadro clínico clássico envolve uma pneumonia afebril ou com febre baixa, tosse característica (descrita como 'estacato' ou 'coqueluchoide') e taquipneia. Um achado frequentemente associado é a conjuntivite neonatal (oftalmia neonatorum), que pode ter se manifestado semanas antes dos sintomas respiratórios. Ao exame físico, podem ser auscultados estertores crepitantes, mas sibilos são incomuns. O diagnóstico é confirmado por testes moleculares (PCR) em secreções respiratórias. O tratamento de escolha é a eritromicina oral, que trata tanto a conjuntivite quanto a pneumonia. É fundamental diferenciar esta condição de outras causas de desconforto respiratório no lactente, como a bronquiolite viral, para garantir a terapia antimicrobiana apropriada e evitar o uso desnecessário de antibióticos de amplo espectro.
Os principais sinais incluem tosse estacato, taquipneia, ausência de febre alta e frequentemente a presença de conjuntivite (oftalmia neonatorum) que pode preceder ou acompanhar os sintomas respiratórios.
A transmissão ocorre verticalmente, durante o parto vaginal, quando o recém-nascido entra em contato com secreções cervicais infectadas da mãe.
O tratamento de escolha é a eritromicina oral por 10 a 14 dias. Azitromicina é uma alternativa, mas a eritromicina é preferida devido à maior experiência e menor risco de estenose pilórica hipertrófica em neonatos.
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