UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Lactente com 02 meses de vida, sexo masculino, nasceu de parto vaginal, a termo, com APGAR 8 e 10. Apresentou conjuntivite com 1 mês de vida. Há 10 dias com quadro de tosse coqueluchoide e ausência de febre. Ao exame físico, apresenta discreto desconforto respiratório, FR: 60irpm, com sibilos e estertores subcrepitantes esparsos. O hemograma mostra: Hb: 9,0g%, leucócitos 8.860 (7% de eosinófilos, 6% de bastonetes, 37% de segmentados, 50% de linfócitos). Na radiografia de tórax, observa-se padrão de acometimento intersticial. Face ao exposto, selecione a alternativa que apresenta corretamente a opção terapêutica antimicrobiana inicial
Lactente < 3m + conjuntivite neonatal prévia + tosse coqueluchoide afebril + eosinofilia + infiltrado intersticial = Pneumonia por Chlamydia trachomatis → Macrolídeo.
O quadro clínico de lactente jovem com história de conjuntivite neonatal, tosse coqueluchoide afebril, eosinofilia e infiltrado intersticial na radiografia de tórax é altamente sugestivo de pneumonia por *Chlamydia trachomatis*, cujo tratamento de escolha é um macrolídeo como a claritromicina.
A pneumonia por *Chlamydia trachomatis* é uma causa importante de doença respiratória em lactentes jovens, geralmente entre 1 e 3 meses de idade. É adquirida verticalmente durante o parto vaginal de mães infectadas, e frequentemente é precedida por conjuntivite neonatal (oftalmia neonatal) causada pelo mesmo agente. A importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico correto para instituir a terapia antimicrobiana adequada, visto que é uma pneumonia atípica. O quadro clínico é bastante característico: o lactente apresenta tosse coqueluchoide (paroxística, estacato), que pode durar semanas, geralmente sem febre. Ao exame físico, pode haver taquipneia, sibilos e estertores. O hemograma pode revelar eosinofilia periférica, um achado que, embora não exclusivo, é sugestivo. A radiografia de tórax tipicamente mostra um padrão de infiltrado intersticial ou hiperinsuflação. A história de conjuntivite neonatal prévia é um forte indício diagnóstico. O tratamento de escolha para a pneumonia por *Chlamydia trachomatis* são os antibióticos macrolídeos, como a claritromicina, azitromicina ou eritromicina. Esses agentes são eficazes contra bactérias intracelulares. É crucial evitar o uso de antibióticos beta-lactâmicos, que são ineficazes contra *Chlamydia*. O tratamento precoce é importante para evitar complicações e garantir a recuperação completa do lactente.
Os sinais incluem tosse coqueluchoide (paroxística, sem febre), taquipneia, desconforto respiratório leve, e frequentemente história de conjuntivite neonatal prévia.
A eosinofilia periférica é um achado laboratorial comum, embora não patognomônico, na pneumonia por *Chlamydia trachomatis*, auxiliando no diagnóstico diferencial de pneumonias atípicas em lactentes.
O tratamento de escolha são os macrolídeos (claritromicina, azitromicina ou eritromicina), pois são eficazes contra bactérias intracelulares como a *Chlamydia*, que não respondem a antibióticos de parede celular.
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