IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022
Um lactente com dois meses de vida foi levado ao PSI por apresentar tosse persistente, às vezes com vômitos, há sete dias. Sua mãe nega febre e refere parto vaginal sem intercorrências. Fez tratamento para conjuntivite após ter recebido alta do berçário. Hemograma com discreta eosinofilia. RX de tórax com hiperinsuflação leve e imagens hipodensas irradiando da região hilar. Ao exame físico, apresenta taquipneia, BEG ativa, acianótica, e FR de 68 irpm, sem outras alterações.O agente etiológico provável é
Lactente < 3 meses + Tosse persistente/coqueluchoide + Conjuntivite neonatal prévia + Eosinofilia + Sem febre → Pneumonia por Chlamydia trachomatis.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma causa comum de pneumonia atípica em lactentes jovens, geralmente adquirida durante o parto vaginal. Caracteriza-se por tosse persistente, muitas vezes paroxística e emetizante, ausência de febre, história de conjuntivite neonatal e eosinofilia no hemograma, com achados radiológicos de hiperinsuflação e infiltrados intersticiais.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma causa importante de doença respiratória em lactentes jovens, tipicamente entre 2 e 12 semanas de vida. A infecção é adquirida verticalmente, durante a passagem pelo canal de parto de uma mãe infectada. É comum que o lactente tenha tido uma história prévia de conjuntivite neonatal por clamídia, que pode ter sido tratada ou não. O quadro clínico é caracterizado por uma tosse persistente, que pode ser paroxística e emetizante, lembrando a coqueluche, mas geralmente sem febre. O lactente pode apresentar taquipneia e desconforto respiratório leve a moderado. No hemograma, é comum encontrar eosinofilia, um achado que ajuda a diferenciar de outras causas de pneumonia. A radiografia de tórax tipicamente mostra hiperinsuflação e infiltrados intersticiais ou perihilares. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, mas pode ser confirmado por testes moleculares (PCR) em secreções respiratórias. O tratamento de escolha é com macrolídeos, como a eritromicina ou azitromicina, que são eficazes na erradicação da bactéria e na resolução dos sintomas. É fundamental tratar tanto a mãe quanto o parceiro para prevenir reinfecções.
Os principais sinais incluem tosse persistente (muitas vezes paroxística e emetizante), taquipneia, ausência de febre, história de conjuntivite neonatal e, laboratorialmente, eosinofilia.
É considerada atípica por sua apresentação insidiosa, ausência de febre alta e achados radiológicos que podem incluir hiperinsuflação e infiltrados intersticiais, diferentemente das pneumonias bacterianas típicas.
O tratamento de escolha é a eritromicina ou azitromicina, por via oral, para erradicar a bactéria e prevenir a recorrência e complicações.
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