Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2015
Um lactente, com 2 meses de idade, apresenta quadro clínico constituído por conjuntivite bilateral, taquipneia e tosse seca, sem relato de febre. Ao exame físico, constatam-se estertores bilateralmente, sem sibilância. Qual o agente etiológico mais provável para este quadro clínico?
Lactente < 3m com conjuntivite + tosse seca + taquipneia afebril + estertores sem sibilância → Chlamydia trachomatis.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes jovens (<3 meses) é caracterizada por conjuntivite, tosse seca e taquipneia, frequentemente afebril, com estertores e sem sibilância, diferenciando-se de infecções virais comuns e exigindo tratamento específico com macrolídeos.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma causa importante de doença respiratória em lactentes jovens, geralmente com idade inferior a 3 meses. A infecção é adquirida verticalmente durante o parto, quando o neonato é exposto às secreções cervicais maternas infectadas. É crucial reconhecer este quadro devido às suas características clínicas distintas e à necessidade de tratamento específico. Clinicamente, a pneumonia por Chlamydia se manifesta com uma tríade clássica: conjuntivite bilateral (geralmente precedendo ou concomitante aos sintomas respiratórios), tosse seca persistente (muitas vezes paroxística, lembrando coqueluche) e taquipneia. Diferentemente de outras pneumonias, a febre é incomum e a sibilância é rara, predominando os estertores finos à ausculta pulmonar. A suspeita diagnóstica é clínica, mas pode ser confirmada por PCR ou cultura de secreções respiratórias. O tratamento de escolha é a eritromicina oral por 10-14 dias. É fundamental tratar a mãe e o(s) parceiro(s) para prevenir reinfecção. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a tosse pode persistir por semanas. A não identificação e tratamento podem levar a complicações como otite média e, a longo prazo, disfunção pulmonar.
Os sinais clássicos incluem conjuntivite bilateral, tosse seca persistente (muitas vezes paroxística), taquipneia e estertores pulmonares, geralmente sem febre ou sibilância, em lactentes com menos de 3 meses.
A infecção ocorre durante o parto, quando o lactente é exposto às secreções cervicais maternas infectadas, levando à colonização da conjuntiva e do trato respiratório inferior, resultando em conjuntivite e pneumonia.
A presença de conjuntivite associada, a natureza afebril do quadro, a tosse seca persistente e a ausência de sibilância são características que ajudam a diferenciar da pneumonia viral ou bacteriana típica.
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