Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Lactente de dois meses apresenta, há 13 dias, quadro de tosse, sem febre. A mãe relata que a criança apresentou conjuntivite bilateral a partir do sétimo dia de vida, tendo sido tratada com “colírio”. Exame físico: regular estado geral FR: 48 irpm. Radiografia de tórax: discreto infiltrado intersticial e hiperinsuflação pulmonar. Baseado na principal hipótese diagnóstica, o tratamento de escolha é:
Lactente com conjuntivite neonatal + tosse persistente + infiltrado intersticial → Pneumonia por Chlamydia trachomatis, tratar com Eritromicina.
O quadro de conjuntivite neonatal seguida por tosse persistente (tipo coqueluchoide) e infiltrado intersticial em lactente de 2 meses é altamente sugestivo de pneumonia por Chlamydia trachomatis. O tratamento de escolha é a eritromicina, que cobre o agente atípico.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma causa importante de doença respiratória em lactentes jovens, geralmente entre 1 e 3 meses de idade. A infecção é adquirida verticalmente durante o parto, quando o recém-nascido passa pelo canal vaginal de uma mãe infectada. A apresentação clássica inclui uma história de conjuntivite neonatal (oftalmia neonatal) que pode ter sido tratada ou não, seguida pelo desenvolvimento de tosse persistente, muitas vezes descrita como coqueluchoide, sem febre significativa. Ao exame físico, o lactente pode apresentar taquipneia e, na radiografia de tórax, é comum encontrar infiltrado intersticial difuso e hiperinsuflação pulmonar. A ausência de febre e a história de conjuntivite prévia são pistas diagnósticas cruciais que diferenciam essa pneumonia de outras etiologias bacterianas ou virais mais comuns. O diagnóstico definitivo pode ser feito por PCR ou cultura de secreções respiratórias, mas a suspeita clínica é frequentemente suficiente para iniciar o tratamento. O tratamento de escolha para a pneumonia por Chlamydia trachomatis é a eritromicina oral por 10 a 14 dias. Outros macrolídeos, como azitromicina, também podem ser utilizados. É fundamental tratar a infecção para prevenir complicações e erradicar o organismo. A falha em reconhecer e tratar essa condição pode levar a morbidade prolongada para o lactente.
Em lactentes, a Chlamydia trachomatis pode causar conjuntivite neonatal (oftalmia neonatal) e pneumonia, que se manifesta com tosse persistente, taquipneia e infiltrado intersticial na radiografia.
A eritromicina (um macrolídeo) é eficaz contra Chlamydia trachomatis, que é uma bactéria intracelular atípica, e é a droga de primeira linha para erradicar o organismo e tratar a pneumonia.
A transmissão ocorre verticalmente, da mãe infectada para o recém-nascido durante a passagem pelo canal de parto.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo