UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2016
Lactente de 45 dias, com quadro de tosse há 14 dias que vem piorando progressivamente, e atrapalhando as mamadas. Exame físico: bom estado geral, afebril, FR: 65 irpm, estertores difusos à ausculta pulmonar, ausência de tiragem, restante sem alterações. Hemograma: aumento do número de eosinófilos. A principal hipótese diagnóstica nesse caso é:
Lactente < 3 meses com tosse persistente, afebril, taquipneia, estertores difusos e eosinofilia → suspeitar de pneumonia por *Chlamydia trachomatis*.
A pneumonia por *Chlamydia trachomatis* é uma causa comum de pneumonia afebril em lactentes jovens (1-3 meses), caracterizada por tosse persistente, taquipneia, estertores difusos e, frequentemente, eosinofilia no hemograma. A ausência de febre e a eosinofilia são pistas importantes.
A pneumonia por *Chlamydia trachomatis* é uma causa importante de doença respiratória em lactentes jovens, geralmente entre 1 e 3 meses de idade. A infecção é adquirida verticalmente durante o parto, a partir de uma mãe infectada. É crucial para o pediatra e residente reconhecer esse quadro devido às suas particularidades. A fisiopatologia envolve a infecção do trato respiratório inferior pela bactéria, levando a um processo inflamatório subagudo. Clinicamente, a condição é conhecida como "pneumonia afebril do lactente", caracterizada por tosse persistente (muitas vezes paroxística, semelhante à coqueluche), taquipneia e estertores difusos à ausculta pulmonar. A ausência de febre e a presença de eosinofilia no hemograma são achados distintivos. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por testes moleculares (PCR) em secreções respiratórias. O tratamento de escolha é com macrolídeos, como azitromicina ou eritromicina, que são eficazes contra *Chlamydia trachomatis*. O tratamento é importante para resolver a infecção e prevenir possíveis sequelas respiratórias a longo prazo.
A pneumonia por *Chlamydia trachomatis* geralmente se manifesta em lactentes de 1 a 3 meses com tosse persistente (tipo "coqueluchoide"), taquipneia, estertores difusos, mas tipicamente sem febre. Pode haver história de conjuntivite neonatal.
A eosinofilia no hemograma é um achado laboratorial comum e bastante sugestivo de pneumonia por *Chlamydia trachomatis* em lactentes, ajudando a diferenciá-la de outras causas de pneumonia afebril.
O tratamento de escolha é a azitromicina oral por 5 dias ou eritromicina oral por 14 dias. É importante tratar para prevenir complicações e erradicar a infecção.
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