Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2015
Lactente de 2 meses de idade, sexo masculino, apresenta tosse seca há 10 dias associada à taquipneia. A radiografia de tórax tem infiltrado intersticial e hiperinsuflação pulmonar e o hemograma completo, eosinofilia. A mãe informa que ele nasceu de parto vaginal e apresentou conjuntivite no período neonatal. Qual o agente etiológico do quadro pulmonar e a melhor opção terapêutica a ser empregada?
Lactente < 3m com tosse, taquipneia, infiltrado intersticial, eosinofilia + história de conjuntivite neonatal → Pneumonia por Chlamydia trachomatis = Eritromicina.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes jovens é caracterizada por tosse seca prolongada, taquipneia, infiltrado intersticial e eosinofilia, frequentemente associada a uma história de conjuntivite neonatal. O tratamento de escolha é a eritromicina.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma causa importante de doença respiratória em lactentes jovens, geralmente entre 2 e 12 semanas de vida. A infecção é adquirida durante o parto vaginal de mães com cervicite por Chlamydia. É crucial reconhecer este quadro para um tratamento adequado e evitar complicações. A fisiopatologia envolve a colonização do trato respiratório inferior pelo microrganismo, levando a uma inflamação crônica. O diagnóstico é suspeitado pela tríade clássica: tosse seca prolongada (coqueluchoide), taquipneia e ausência de febre, frequentemente acompanhada de eosinofilia no hemograma e história de conjuntivite neonatal. A radiografia de tórax tipicamente revela infiltrado intersticial e hiperinsuflação. O tratamento de escolha é a eritromicina oral por 14 dias, visando erradicar a bactéria e prevenir a progressão da doença. É fundamental tratar a mãe e os parceiros sexuais para evitar reinfecção. O prognóstico geralmente é bom com o tratamento adequado, mas a não identificação pode levar a morbidade prolongada.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes manifesta-se com tosse seca persistente, taquipneia, sem febre significativa, e pode ter história de conjuntivite neonatal.
A eritromicina é o macrolídeo de escolha para pneumonia por Chlamydia devido à sua eficácia contra o agente e boa penetração tecidual, sendo administrada por via oral.
A pneumonia por Chlamydia se diferencia pela tosse prolongada, ausência de sibilância proeminente, eosinofilia e história de conjuntivite neonatal, enquanto a bronquiolite viral geralmente cursa com sibilância e pródromos virais.
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