SPBC - Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ) — Prova 2016
Lactente de 1 mês de vida é trazido à emergência com quadro gripal iniciado há mais de 10 dias, com tosse persistente que evoluiu para paroxística, cansaço e gemência. Mãe relata também presença de secreção ocular que se iniciou no final da primeira semana de vida. A mãe não fez pré-natal, tendo apresentado leucorreia durante a gravidez. Ao exame físico: afebril, FC 130 bpm, FR 60 irpm, tiragem subcostal e estertores subcrepitantes esparsos. RX tórax com hiperexpansibilidade pulmonar e infiltrado intersticial difuso. O tratamento indicado é:
Lactente <3m, tosse paroxística, afebril, conjuntivite, RX intersticial, mãe com leucorreia → Pneumonia por Chlamydia trachomatis. Tratar com macrolídeo (Claritromicina).
A pneumonia por *Chlamydia trachomatis* em lactentes jovens (<3 meses) é caracterizada por tosse persistente e paroxística, afebrilidade, e frequentemente associada a conjuntivite neonatal prévia ou concomitante. A história de leucorreia materna e o padrão intersticial no RX de tórax reforçam o diagnóstico. O tratamento de escolha são os macrolídeos.
A pneumonia por *Chlamydia trachomatis* é uma causa importante de doença respiratória em lactentes jovens, geralmente entre 1 e 3 meses de vida. É uma infecção adquirida verticalmente da mãe durante o parto, se a mãe tiver uma infecção cervical não tratada (frequentemente assintomática ou manifesta como leucorreia). A epidemiologia destaca a importância do rastreamento e tratamento de *Chlamydia* em gestantes para prevenir a transmissão neonatal. A fisiopatologia envolve a colonização do trato respiratório do lactente pela bactéria, levando a uma resposta inflamatória. Clinicamente, a pneumonia por *Chlamydia* é caracterizada por um quadro subagudo, com tosse persistente que evolui para paroxística, mas geralmente sem febre. É comum a associação com conjuntivite neonatal por *Chlamydia* (oftalmia neonatal), que pode ter ocorrido semanas antes. O exame físico pode revelar taquipneia, tiragem e estertores. A radiografia de tórax tipicamente mostra hiperexpansibilidade e infiltrado intersticial difuso, um padrão atípico para pneumonias bacterianas comuns. O tratamento de escolha são os macrolídeos, como a eritromicina, azitromicina ou claritromicina, administrados por via oral ou intravenosa, dependendo da gravidade do quadro. A penicilina e outros beta-lactâmicos não são eficazes contra *Chlamydia*. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a tosse pode persistir por semanas. É fundamental para residentes reconhecerem esse quadro clínico distinto para instituir a terapia correta e evitar o uso desnecessário de antibióticos de amplo espectro.
A pneumonia por *Chlamydia trachomatis* em lactentes geralmente se manifesta entre 1 e 3 meses de vida com tosse persistente, que pode ser paroxística e com engasgos, mas tipicamente sem febre. Frequentemente, há história de conjuntivite neonatal por *Chlamydia* e o exame físico pode revelar estertores crepitantes e taquipneia.
A *Chlamydia trachomatis* é uma infecção sexualmente transmissível que pode ser transmitida verticalmente da mãe para o recém-nascido durante o parto vaginal, se a mãe tiver uma infecção cervical não tratada (leucorreia). Essa transmissão pode causar conjuntivite e pneumonia no lactente.
O tratamento de escolha para pneumonia por *Chlamydia trachomatis* em lactentes são os macrolídeos, como a eritromicina ou a azitromicina (ou claritromicina). Esses antibióticos são eficazes contra a *Chlamydia* e devem ser administrados por via oral ou intravenosa, dependendo da gravidade, por um período de 10 a 14 dias.
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