UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
Mulher de 20 anos apresenta quadro agudo de febre, tosse com secreção purulenta e dor tipo pleurítica, compatível com pneumonia. O Gram do escarro mostra diplococos Gram-positivos e numerosos polimorfonucleares. Um fator de risco relacionado a essa bactéria e o antibiótico de primeira linha que dever ser escolhido para o tratamento desse caso, respectivamente, são:
Diplococos Gram+ no escarro = S. pneumoniae. Risco ↑ em asplênicos, falcêmicos e nefróticos.
O Streptococcus pneumoniae é um germe encapsulado; condições que reduzem a imunidade humoral ou o clearance esplênico, como a síndrome nefrótica, aumentam significativamente o risco de infecção invasiva.
O Streptococcus pneumoniae continua sendo o patógeno bacteriano mais comum na pneumonia adquirida na comunidade em adultos. A identificação através do Gram de escarro, embora dependente da qualidade da amostra, fornece pistas rápidas para o direcionamento terapêutico. Além do alcoolismo e DPOC, condições que cursam com hipogamaglobulinemia ou asplenia (funcional ou anatômica) são fatores de risco críticos. A síndrome nefrótica exemplifica uma imunodeficiência secundária onde a perda de proteínas séricas compromete a resposta imune humoral contra patógenos encapsulados, exigindo vigilância e vacinação adequada nesses pacientes.
Pacientes com síndrome nefrótica apresentam maior suscetibilidade a bactérias encapsuladas, como o Streptococcus pneumoniae, devido à perda urinária de imunoglobulinas (principalmente IgG) e de proteínas do sistema complemento (como o fator B), que são essenciais para a opsonização e fagocitose desses patógenos.
Esse achado é altamente sugestivo de Streptococcus pneumoniae (pneumococo). No exame de Gram, eles aparecem como pares de cocos em forma de lança. Quando associados a numerosos polimorfonucleares e sintomas clínicos compatíveis, confirmam a etiologia da pneumonia bacteriana.
Para casos de pneumonia adquirida na comunidade sem critérios de gravidade, a amoxicilina ou a associação amoxicilina-clavulanato são frequentemente utilizadas como primeira linha, visando cobrir o pneumococo, considerando os padrões locais de sensibilidade aos beta-lactâmicos.
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