UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2018
Paciente de três anos de idade, previamente hígido, é trazido ao pronto-atendimento com quadro de febre há cinco dias, acompanhada de tosse produtiva, hiporexia e taquidispneia progressiva. Ao exame físico, o paciente apresenta taquipneia, tiragem subcostal e murmúrio vesicular diminuído em terço inferior de hemitórax esquerdo, sem outras alterações. Realizou radiografia de tórax, que mostrou imagem sugestiva de consolidação e derrame pleural em base de hemitórax esquerdo. O provável agente etiológico e a terapêutica indicada nesse caso são respectivamente:
Criança 3a, pneumonia + derrame pleural: provável agente = Streptococcus pneumoniae; tratamento = Penicilina Cristalina.
Em crianças previamente hígidas com pneumonia e derrame pleural, o *Streptococcus pneumoniae* é o agente etiológico mais comum. A penicilina cristalina é a terapia de escolha para pneumonias pneumocócicas, incluindo aquelas com derrame pleural, devido à sua eficácia e espectro adequado para cepas sensíveis, sendo uma opção segura e eficaz.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, e sua complicação mais comum é o derrame pleural. Em crianças previamente hígidas, o *Streptococcus pneumoniae* é o agente etiológico bacteriano mais prevalente, responsável por grande parte dos casos de pneumonia adquirida na comunidade, incluindo aqueles que evoluem com derrame pleural ou empiema. A suspeita clínica surge com febre, tosse produtiva, taquidispneia e dor torácica, e o exame físico pode revelar murmúrio vesicular diminuído e macicez à percussão na área do derrame. O diagnóstico é confirmado pela radiografia de tórax, que evidencia a consolidação pulmonar e o derrame pleural. A escolha da antibioticoterapia é crucial e deve ser guiada pela epidemiologia local e perfil de sensibilidade. Para o *Streptococcus pneumoniae* sensível, a penicilina cristalina intravenosa é a droga de escolha, demonstrando alta eficácia e segurança. Em casos de empiema, além da antibioticoterapia, a drenagem do líquido pleural (toracocentese ou drenagem torácica) é frequentemente necessária para aliviar os sintomas e acelerar a recuperação. O tratamento deve ser iniciado prontamente para evitar complicações graves. A monitorização da resposta clínica e radiológica é fundamental. Em casos de falha terapêutica ou suspeita de germes resistentes, a cobertura antibiótica pode precisar ser ampliada, mas a penicilina continua sendo a base do tratamento para a maioria dos casos de pneumonia pneumocócica em crianças sem fatores de risco específicos.
O agente etiológico mais comum de pneumonia bacteriana, especialmente quando complicada com derrame pleural (empiema ou derrame parapneumônico complicado), em crianças previamente hígidas é o *Streptococcus pneumoniae*. Outros agentes incluem *Staphylococcus aureus* e *Haemophilus influenzae* não tipável, mas são menos frequentes como primeira causa.
A penicilina cristalina é altamente eficaz contra cepas sensíveis de *Streptococcus pneumoniae*, que ainda são predominantes em muitas regiões. Em casos de pneumonia com derrame pleural, a penicilina atinge concentrações terapêuticas adequadas e é uma opção segura e de baixo custo, sendo a primeira escolha em pacientes sem alergia ou fatores de risco para resistência.
A radiografia de tórax geralmente mostra uma consolidação pulmonar (opacificação homogênea) associada a um velamento do seio costofrênico, que pode progredir para opacificação de todo o hemitórax afetado, com ou sem desvio de estruturas mediastinais, dependendo do volume do derrame.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo