Pneumonia Pediátrica com Derrame Pleural: Agente e Tratamento

INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Augusto tem cinco anos e foi trazido à emergência pela mãe com quadro de febre de 39oC e tosse produtiva há 48 horas. Ao exame físico, encontra-se prostrado e taquipneico. A ausculta pulmonar evidenciou estertores crepitantes em hemitórax direito com murmúrio vesicular abolido na base direita. Radiografia de tórax evidenciou pneumonia e derrame pleural em base de hemitórax direito. O agente etiológico mais provável e o antibiótico de escolha são respectivamente:

Alternativas

  1. A) Staphylococcus aureus – Clindamicina.
  2. B) Streptococcus pneumoniae – Ampicilina.
  3. C) Chlamydia trachomatis – Doxiciclina.
  4. D) Vírus sincicial respiratório – Ribavirina.
  5. E) Mycobacterium tuberculosis – RIPE.

Pérola Clínica

Criança com pneumonia + derrame pleural → Streptococcus pneumoniae é o agente mais provável; Ampicilina é a escolha inicial.

Resumo-Chave

Em crianças com pneumonia e derrame pleural, especialmente com quadro agudo de febre e tosse produtiva, o Streptococcus pneumoniae é o patógeno bacteriano mais comum. A ampicilina é um antibiótico de primeira linha eficaz para pneumonias pneumocócicas, cobrindo a maioria das cepas sensíveis.

Contexto Educacional

A pneumonia pediátrica com derrame pleural é uma complicação séria da pneumonia, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. É mais comum em crianças pequenas e pode evoluir para empiema se não tratada adequadamente. A apresentação clínica típica inclui febre alta, tosse produtiva, taquipneia e sinais de desconforto respiratório, com achados de exame físico como macicez e abolição do murmúrio vesicular na área afetada. O agente etiológico mais provável para pneumonia bacteriana complicada com derrame pleural em crianças é o Streptococcus pneumoniae. Outros agentes incluem Staphylococcus aureus (especialmente em casos de pneumonia necrosante ou pós-influenza) e Haemophilus influenzae tipo b (menos comum devido à vacinação). O diagnóstico é confirmado por radiografia de tórax, que mostra opacificação e/ou velamento do seio costofrênico, e pode ser complementado por ultrassonografia torácica para avaliar o volume e a natureza do derrame. O tratamento inicial envolve antibioticoterapia empírica. Para crianças com pneumonia e derrame pleural, a ampicilina é uma escolha apropriada para cobrir o Streptococcus pneumoniae sensível. Em casos mais graves ou com suspeita de resistência, ceftriaxona ou cefotaxima podem ser utilizadas. Se houver suspeita de Staphylococcus aureus, clindamicina ou vancomicina podem ser adicionadas. A drenagem do derrame pleural (toracocentese ou drenagem torácica) é frequentemente necessária para derrame volumoso, derrame loculado ou empiema, para aliviar os sintomas e permitir a expansão pulmonar.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos que sugerem pneumonia com derrame pleural em crianças?

Sinais clínicos incluem febre alta, tosse produtiva, taquipneia, prostração, e ao exame físico, estertores crepitantes, macicez à percussão e murmúrio vesicular abolido na área do derrame. A radiografia de tórax confirma o diagnóstico.

Por que o Streptococcus pneumoniae é o agente mais provável em casos de pneumonia com derrame pleural em crianças?

O Streptococcus pneumoniae é a causa bacteriana mais comum de pneumonia em crianças e tem uma maior propensão a causar complicações como derrame pleural e empiema, especialmente em pacientes não vacinados ou com vacinação incompleta.

Qual a conduta inicial para uma criança com pneumonia e derrame pleural?

A conduta inicial envolve estabilização do paciente, coleta de exames laboratoriais e de imagem (radiografia de tórax), e início imediato de antibioticoterapia empírica, geralmente com ampicilina ou ceftriaxona, cobrindo o Streptococcus pneumoniae. Em casos de derrame significativo ou empiema, a drenagem pleural pode ser necessária.

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