UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2019
Você é chamado para atender uma criança de 8 meses de idade que se encontra internada na enfermaria por pneumonia, em oxigenoterapia com máscara Venturi FiO2 40%. A enfermeira avisa que a criança está agitada, afebril, com frequência respiratória de 40 ipm, frequência cardíaca de 180 bpm e saturação de O² no oxímetro de pulso de 92%. Qual a conduta imediata?
Criança com pneumonia, FiO2 40% e SatO2 92% + sinais de desconforto → aumentar oferta de oxigênio.
Uma criança com pneumonia em oxigenoterapia que apresenta sinais de desconforto respiratório (agitação, taquicardia, taquipneia) e saturação de oxigênio limítrofe (92%) necessita de aumento imediato da oferta de oxigênio para garantir a oxigenação tecidual adequada e evitar a progressão da insuficiência respiratória.
A pneumonia é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. O manejo adequado da insuficiência respiratória e da hipoxemia é crucial para um bom prognóstico. A avaliação de uma criança com pneumonia deve incluir a monitorização da frequência respiratória, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e sinais de desconforto respiratório. No caso apresentado, a criança de 8 meses com pneumonia, em oxigenoterapia com FiO2 40%, apresenta agitação, taquicardia (180 bpm), taquipneia (40 ipm) e saturação de O² de 92%. Embora 92% possa parecer aceitável para alguns contextos, em uma criança com sinais claros de desconforto e aumento do trabalho respiratório, essa saturação é limítrofe e indica que a oferta de oxigênio atual é insuficiente para suas necessidades metabólicas. A conduta imediata e prioritária é aumentar a oferta de oxigênio para melhorar a oxigenação e reduzir o trabalho respiratório. Isso pode ser feito aumentando a FiO2 na máscara Venturi ou trocando para um dispositivo de maior fluxo, como um cateter nasal de alto fluxo ou máscara não reinalante, se necessário. Outras medidas, como fisioterapia ou sedação, podem ser consideradas após a otimização da oxigenação.
Sinais de hipoxemia em crianças incluem agitação, taquipneia (FR elevada), taquicardia (FC elevada), batimento de asa de nariz, tiragem intercostal/subcostal, cianose e, em casos graves, letargia e bradicardia.
O objetivo da oxigenoterapia em crianças com pneumonia é manter a saturação de oxigênio acima de 92-94%, idealmente >95%, para garantir a oxigenação tecidual adequada e prevenir complicações da hipoxemia.
Deve-se aumentar a oferta de oxigênio quando a criança apresenta saturação de oxigênio abaixo do alvo (geralmente <92-94%) ou sinais de aumento do trabalho respiratório e desconforto, mesmo com a oxigenoterapia atual.
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