HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
Pré-escolar, sexo masculino, 3 anos de idade, é atendido em uma Unidade Básica de Saúde com quadro de tosse com catarro e febre alta há 3 dias, associado à dificuldade para respirar. No exame físico apresenta-se afebril (medicado há 1 hora), corado, hidratado, com boa perfusão periférica, com FC frequência cardíaca de 100 bpm e frequência respiratória de 45 irpm. O paciente não apresenta retração subcostal e tiragens intercostais, mas tem murmúrio vesicular diminuído em base de hemitórax esquerdo. Não há disponibilidade de exames de imagem na Unidade de Saúde. Segundo o Programa de Atenção Integrada das Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) do Ministério da Saúde para identificação das infecções respiratórias agudas, assinale a alternativa correta.
AIDPI: Taquipneia (FR > 40 irpm em 1-5 anos) SEM tiragem → Pneumonia não grave → Amoxicilina oral.
A classificação AIDPI é crucial para o manejo de infecções respiratórias em crianças. A presença de taquipneia isolada, sem tiragens ou outros sinais de perigo, indica pneumonia não grave, que pode ser tratada ambulatorialmente com amoxicilina, evitando encaminhamentos desnecessários e otimizando recursos.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos globalmente, e sua identificação e manejo corretos são cruciais na atenção primária. O Programa de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) do Ministério da Saúde oferece uma abordagem sistemática para classificar e tratar as infecções respiratórias agudas (IRAs), incluindo a pneumonia, baseando-se em sinais clínicos simples e acessíveis, especialmente em locais com recursos limitados. A correta aplicação do AIDPI permite diferenciar entre pneumonia não grave e grave, direcionando a conduta adequada e evitando complicações. A fisiopatologia da pneumonia envolve a inflamação do parênquima pulmonar, geralmente por agentes bacterianos ou virais, levando a sintomas como tosse, febre e dificuldade respiratória. O diagnóstico clínico pelo AIDPI foca em sinais como taquipneia e tiragem subcostal. A ausculta pulmonar, embora não seja um critério AIDPI para classificação de gravidade, pode auxiliar na suspeita, como o murmúrio vesicular diminuído. A ausência de sinais de perigo geral e de tiragem subcostal é fundamental para classificar a pneumonia como não grave. O tratamento da pneumonia não grave, conforme o AIDPI, é ambulatorial com amoxicilina oral, um antibiótico de amplo espectro eficaz contra os principais patógenos bacterianos. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado. É essencial que residentes e profissionais de saúde dominem o protocolo AIDPI para garantir o manejo eficaz e seguro das crianças, identificando precocemente os casos que necessitam de encaminhamento hospitalar e tratando adequadamente os que podem ser acompanhados na atenção primária.
Segundo o AIDPI, a taquipneia é definida por uma frequência respiratória maior ou igual a 60 irpm para crianças de 0 a 2 meses, maior ou igual a 50 irpm para crianças de 2 a 12 meses, e maior ou igual a 40 irpm para crianças de 1 a 5 anos.
Uma criança com pneumonia deve ser encaminhada ao hospital se apresentar sinais de pneumonia grave (tiragem subcostal, estridor em repouso) ou sinais de perigo geral (não consegue beber, vomita tudo, convulsões, letargia, desnutrição grave).
O tratamento de primeira linha para pneumonia não grave em crianças, conforme o AIDPI, é a amoxicilina oral. A dose e a duração do tratamento devem seguir as diretrizes específicas para a idade e peso da criança.
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