SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Marcos tem dois anos e apresenta tosse produtiva e febre há três dias. A menos de 24 horas, sua mãe nota dispneia que vem se intensificando e resolve levá-lo à Unidade de Pronto Atendimento-UPA. Alegou que o filho vem apresentando irritação e recusa alimentar. É verificado que a criança está com frequência respiratória de 56 IRPM e tiragem subcostal importante, além de estar saturando 94 % em ar ambiente. Foi informado que está em investigação para baixo peso e checado seu status vacinal, que está atualizado, segundo o Programa Nacional de Imunização. Sobre o diagnóstico provável e a conduta adequada, marque a alternativa correta:
Pneumonia pediátrica grave (<5 anos, FR >50, tiragem, sat <95%) → Internação e ATB. RX tórax não é obrigatório, mas recomendado em casos graves.
O paciente apresenta sinais de gravidade (taquipneia, tiragem subcostal, saturação limítrofe) que indicam pneumonia grave, necessitando de internação. Embora o diagnóstico de pneumonia seja clínico, a radiografia de tórax é recomendada em casos graves para avaliar extensão e complicações, mas não é estritamente obrigatória para iniciar o tratamento.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de cinco anos, especialmente em países em desenvolvimento. O reconhecimento precoce dos sinais de gravidade é fundamental para um manejo adequado e para evitar desfechos desfavoráveis. A avaliação clínica é a base do diagnóstico, e a decisão de internar ou tratar ambulatorialmente depende da presença de critérios de gravidade. A fisiopatologia envolve a inflamação do parênquima pulmonar, geralmente por agentes bacterianos ou virais. Os sinais de gravidade, como taquipneia e tiragem, refletem o aumento do esforço respiratório para compensar a hipoxemia. A saturação de oxigênio abaixo de 95% em ar ambiente é um forte indicador de comprometimento respiratório significativo. O tratamento para pneumonia grave pediátrica exige internação hospitalar e antibioticoterapia parenteral. A escolha do antibiótico empírico deve considerar a epidemiologia local e o perfil de resistência. A radiografia de tórax, embora não obrigatória para o diagnóstico clínico, é uma ferramenta valiosa para avaliar a extensão da doença, identificar complicações e guiar o manejo em casos mais complexos ou que não respondem ao tratamento inicial.
Sinais de gravidade incluem taquipneia (FR >50 em crianças de 1 a 5 anos), tiragem subcostal ou intercostal, gemência, cianose, saturação de oxigênio <95%, recusa alimentar e irritabilidade.
A radiografia de tórax não é obrigatória para o diagnóstico clínico de pneumonia, mas é recomendada em casos graves, falha terapêutica, suspeita de complicações (derrame pleural, abscesso) ou para diferenciar de outras condições.
O tratamento inicial para pneumonia grave em crianças é a internação hospitalar e antibioticoterapia parenteral, geralmente com ampicilina ou penicilina cristalina, ou ceftriaxona em casos específicos ou regiões com alta resistência.
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