UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2017
Dadas as afirmativas quanto à classificação da gravidade clínica de pneumonias em crianças de 2 meses a 5 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (2005), I - A presença de cianose central a classifica como pneumonia muito grave.; II - A presença de tiragem subcostal a classifica como pneumonia grave.; III - A presença de estertores pulmonares à ausculta pulmonar a classifica como pneumonia.; IV - A presença de frequência respiratória maior ou igual a 40 incursões por minuto em crianças de 1 a 4 anos a classifica como pneumonia.; Verifica-se que está(ão) correta(s):
OMS: Cianose central → pneumonia muito grave; Tiragem subcostal → pneumonia grave; Taquipneia/estertores → pneumonia.
A classificação da gravidade da pneumonia em crianças pela OMS é baseada em sinais clínicos simples e objetivos. A presença de cianose central indica gravidade máxima, enquanto tiragem subcostal e taquipneia são critérios para pneumonia grave e pneumonia, respectivamente, guiando a conduta e o local de tratamento.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos globalmente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) desenvolveu uma classificação de gravidade clínica simplificada para auxiliar profissionais de saúde, especialmente em locais com recursos limitados, a identificar rapidamente crianças que necessitam de tratamento hospitalar. Os critérios da OMS para classificar a pneumonia em crianças de 2 meses a 5 anos são baseados em sinais clínicos objetivos. A presença de cianose central ou incapacidade de beber classifica a pneumonia como "muito grave", exigindo internação imediata e tratamento intensivo. A tiragem subcostal é o principal critério para "pneumonia grave", também indicando necessidade de hospitalização. Para o diagnóstico de "pneumonia" (não grave), os critérios incluem tosse ou dificuldade para respirar, acompanhados de taquipneia (frequência respiratória ≥ 50 irpm para 2 meses a <1 ano; ≥ 40 irpm para 1 a 5 anos). Estertores pulmonares à ausculta são achados comuns na pneumonia, mas não são o único critério para classificação de gravidade pela OMS. A identificação precoce desses sinais é vital para um manejo adequado e para reduzir a mortalidade infantil.
Segundo a OMS, a pneumonia é classificada como muito grave na presença de cianose central, incapacidade de beber, vômitos persistentes, convulsões, letargia ou inconsciência, ou estridor em repouso.
A presença de tiragem subcostal é um critério para classificar a pneumonia como grave em crianças de 2 meses a 5 anos, indicando maior esforço respiratório e necessidade de hospitalização.
Em crianças de 2 meses a 1 ano, frequência respiratória ≥ 50 irpm. Em crianças de 1 a 5 anos, frequência respiratória ≥ 40 irpm. A presença de taquipneia, juntamente com tosse ou dificuldade para respirar, classifica como pneumonia.
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