AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2015
Um pré-escolar de três anos é atendido com quadro de febre (39,9 °C), recusa alimentar e tosse emetizante. Ao exame físico apresenta uma frequência respiratória de 42irpm, tiragem subcostal e, na ausculta, estertores crepitantes em base direita com diminuição do murmúrio vesicular. O fator que esta criança apresenta que mais fortemente indicaria a internação é:
Pneumonia pediátrica: tiragem subcostal → sinal de gravidade e indicação de internação.
A tiragem subcostal é um sinal inequívoco de desconforto respiratório moderado a grave em crianças, indicando aumento do trabalho respiratório e fadiga muscular. Em quadros de pneumonia, sua presença, mesmo com outros sinais como febre e taquipneia, é um critério forte para internação hospitalar, visando monitoramento e suporte adequado.
A pneumonia pediátrica é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de cinco anos globalmente, sendo crucial o reconhecimento precoce dos sinais de gravidade para um manejo adequado. A avaliação clínica é fundamental para diferenciar casos leves que podem ser tratados ambulatorialmente de casos graves que exigem internação hospitalar. O diagnóstico da pneumonia é primariamente clínico, baseado em sintomas como febre, tosse, taquipneia e sinais de desconforto respiratório. A ausculta pulmonar pode revelar estertores crepitantes e diminuição do murmúrio vesicular. A presença de tiragem subcostal, batimento de asa de nariz, gemência ou cianose são indicativos de gravidade e refletem um aumento do trabalho respiratório, sugerindo hipoxemia ou risco iminente de insuficiência respiratória. A decisão de internação é baseada em critérios clínicos bem estabelecidos, como idade (especialmente lactentes jovens), saturação de oxigênio, presença de desconforto respiratório moderado a grave (como tiragem subcostal), incapacidade de se alimentar ou hidratar, e comorbidades. O tratamento envolve oxigenoterapia, hidratação e antibioticoterapia empírica, com monitoramento contínuo dos sinais vitais e da resposta clínica.
Os principais sinais de gravidade incluem tiragem subcostal, batimento de asa de nariz, gemência, cianose, taquipneia acentuada, saturação de oxigênio baixa e alteração do nível de consciência.
A tiragem subcostal indica um esforço respiratório significativo e comprometimento da mecânica pulmonar, sugerindo que a criança não consegue manter uma ventilação adequada sem auxílio, aumentando o risco de fadiga e insuficiência respiratória.
Além da tiragem subcostal, outros fatores incluem idade < 2 meses, saturação de O2 < 92%, desidratação, recusa alimentar importante, vômitos persistentes, comorbidades e falha no tratamento ambulatorial.
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