Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2020
Em relação às pneumonias na infância, assinale a alternativa CORRETA.
Taquipneia é sinal-chave de pneumonia infantil: >60 (<2m), >50 (2m-1a), >40 (1-5a).
A taquipneia é um dos sinais mais sensíveis e importantes para o diagnóstico de pneumonia em crianças, com pontos de corte de frequência respiratória definidos pela OMS que variam conforme a faixa etária, sendo >40 ipm para crianças de 1 a 4 anos.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos em todo o mundo. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para reduzir a gravidade e as complicações. Em pediatria, a avaliação clínica é fundamental, e a taquipneia é um dos sinais mais importantes e sensíveis para o diagnóstico de pneumonia, conforme preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os pontos de corte para taquipneia variam com a idade: para crianças menores de 2 meses, a frequência respiratória (FR) é >60 incursões por minuto (ipm); para aquelas entre 2 meses e 1 ano, a FR é >50 ipm; e para crianças de 1 a 4 anos, a FR é >40 ipm. A presença de taquipneia, juntamente com outros sinais como febre, tosse e tiragem, deve levantar a suspeita de pneumonia. Outros pontos importantes sobre pneumonias na infância incluem: a diferenciação entre etiologia viral e bacteriana é complexa, e exames como leucograma e PCR não possuem excelente acurácia para essa distinção. Os macrolídeos não são a droga de primeira escolha para pneumonias comunitárias em crianças sem atipias, sendo a amoxicilina geralmente preferida. O Staphylococcus aureus é um agente etiológico importante, mas não o mais comum, de pneumonias comunitárias com derrame pleural parapneumônico em crianças maiores de 5 anos; nesses casos, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae ainda são mais prevalentes.
Os pontos de corte da OMS para taquipneia são: >60 irpm para <2 meses, >50 irpm para 2 meses a <1 ano, e >40 irpm para 1 ano a <5 anos.
A taquipneia é um sinal precoce e sensível de comprometimento pulmonar em crianças, indicando aumento do esforço respiratório para compensar a hipoxemia ou a redução da complacência pulmonar.
A diferenciação é desafiadora; leucograma e PCR têm acurácia limitada. Sinais de gravidade, piora clínica, e achados radiográficos específicos podem sugerir etiologia bacteriana, mas a decisão terapêutica muitas vezes é empírica.
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