AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2019
Lactente, 1 ano, encontra-se em tratamento ambulatorial com quadro de febre por pneumonia, utilizando adequadamente amoxicilina há 78 horas. A mãe relata que a criança não melhorou e veio à emergência por piora do quadro, mantém quadro de febre, tosse e está respirando mal, sem aceitar sua dieta. Exame físico: regular estado geral FR: 52 irpm, FC: 110bpm, extremidades aquecidas, sem tiragem subcostal. A conduta indicada é:
Falha terapêutica em pneumonia pediátrica após 48-72h de amoxicilina → considerar resistência ou germes atípicos; trocar para amoxicilina-clavulanato ou macrolídeo.
O lactente apresenta falha terapêutica após 78 horas de amoxicilina para pneumonia, com piora clínica (febre, tosse, dispneia, inapetência). Embora não haja sinais de gravidade que indiquem internação imediata (estado geral regular, sem tiragem subcostal grave), a falha do tratamento ambulatorial exige mudança de antibiótico. A amoxicilina-clavulanato é uma boa opção para cobrir bactérias produtoras de beta-lactamase, como Haemophilus influenzae ou Moraxella catarrhalis, que podem ser causas de falha. A claritromicina seria para germes atípicos, mas a primeira linha para falha é geralmente a associação.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em lactentes. O tratamento ambulatorial com amoxicilina é a primeira linha para pneumonia bacteriana adquirida na comunidade em crianças sem fatores de risco para germes resistentes ou atípicos. No entanto, a falha terapêutica é uma situação comum que exige reavaliação cuidadosa. A falha terapêutica é definida pela ausência de melhora clínica após 48 a 72 horas de tratamento adequado. Nesses casos, é fundamental reavaliar o paciente para identificar sinais de gravidade que possam indicar a necessidade de internação hospitalar. Se a criança não apresentar sinais de gravidade (como desconforto respiratório grave, hipoxemia, desidratação ou toxemia), a conduta pode ser a troca do antibiótico em regime ambulatorial. A amoxicilina-clavulanato é frequentemente a escolha para a segunda linha de tratamento ambulatorial, pois cobre patógenos que produzem beta-lactamase, como Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis, que podem ser responsáveis pela falha da amoxicilina isolada. Macrolídeos (como claritromicina) seriam considerados se houver forte suspeita de germes atípicos (ex: Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae), mas geralmente não são a primeira opção para falha de amoxicilina em lactentes.
A falha terapêutica é considerada quando não há melhora clínica (persistência de febre, piora da tosse, dispneia) após 48 a 72 horas do início do tratamento antibiótico adequado.
A conduta inicial é reavaliar o paciente. Se não houver sinais de gravidade que indiquem internação, a troca do antibiótico para amoxicilina-clavulanato é uma opção para cobrir patógenos resistentes.
Critérios incluem sinais de gravidade (tiragem subcostal grave, gemência, cianose, saturação <92%), desidratação, vômitos persistentes, recusa alimentar, falha terapêutica ambulatorial após segunda linha de tratamento, ou condições sociais desfavoráveis.
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