ENARE/ENAMED — Prova 2025
A pneumonia em organização criptogênica (POC) tem sua forma idiopática de pneumonia em organização, anteriormente chamada de bronquiolite obliterante com pneumonia em organização (BOOP). É uma doença pulmonar intersticial difusa decorrente de lesão na parede alveolar tipicamente caracterizada por infiltrados pulmonares periféricos e difusos com áreas de preenchimento alveolar e responsividade a terapia sistêmica com glicocorticoides. A manifestação clínica é de uma pneumonia subaguda ou de difícil resolução, com tosse pouco produtiva, dispneia, febre baixa e fraqueza ou cansaço. No entanto, há diversas condições autoimunes, pneumonias de hipersensibilidade e efeitos colaterais que devem ser excluídos para que a POC seja dada como idiopática.Em uma análise mais profunda sobre a POC, o quadro descrito acima pode indicar pneumonia em organização caso se verifique(m):
Pneumonia em Organização (POC/BOOP) → Consolidações migratórias ou persistentes, vidro fosco e excelente resposta a corticoides.
A pneumonia em organização (PO) é uma reação inflamatória pulmonar com tecido de granulação nos alvéolos. Tomograficamente, manifesta-se como consolidações, opacidades em vidro fosco e nódulos. É crucial excluir causas secundárias (drogas, infecções, colagenoses) antes de diagnosticar a forma criptogênica (POC).
A Pneumonia em Organização (PO) é um padrão de lesão pulmonar caracterizado histologicamente pela presença de pólipos de tecido de granulação (tecido conjuntivo frouxo) no interior dos ductos alveolares e alvéolos, com inflamação crônica no interstício circundante. Quando nenhuma causa é identificada, é denominada Pneumonia em Organização Criptogênica (POC), anteriormente conhecida como Bronquiolite Obliterante com Pneumonia em Organização (BOOP). Clinicamente, a POC se manifesta de forma subaguda, com sintomas semelhantes aos de uma pneumonia que não responde ao tratamento antibiótico convencional, como tosse seca, dispneia, febre baixa e mal-estar, geralmente com duração de semanas a meses. O diagnóstico é suspeitado pelos achados na tomografia computadorizada de tórax, que tipicamente mostra consolidações do espaço aéreo, opacidades em vidro fosco e nódulos, com distribuição frequentemente periférica ou peribrônquica. O sinal do halo invertido, embora não patognomônico, é altamente sugestivo. O diagnóstico definitivo requer a exclusão de causas secundárias de PO, que são numerosas e incluem doenças do colágeno, reações a medicamentos, infecções e neoplasias. A biópsia pulmonar pode ser necessária em casos atípicos. O tratamento da POC baseia-se na corticoterapia sistêmica, com excelente resposta na maioria dos casos, embora recidivas possam ocorrer durante a retirada do medicamento.
Os achados mais típicos na tomografia de tórax são consolidações do espaço aéreo, frequentemente bilaterais, periféricas ou peribrônquicas. Opacidades em vidro fosco, nódulos e, mais especificamente, o sinal do halo invertido (atoll sign) também são característicos.
O tratamento de primeira linha para a POC é a corticoterapia sistêmica, geralmente com prednisona. A resposta clínica e radiológica costuma ser rápida e expressiva, mas o tratamento precisa ser mantido por meses, com desmame lento, para evitar recidivas.
É crucial investigar doenças do tecido conjuntivo (artrite reumatoide, polimiosite), reações a fármacos (amiodarona, bleomicina), infecções (bacterianas, virais, fúngicas), pneumonite de hipersensibilidade, neoplasias hematológicas e exposição a toxinas, como a cocaína.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo