UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
Paciente idoso, internado por quadro de AVC, desenvolveu durante a hospitalização quadro de pneumonia, que complicou com choque séptico. Tem história de reação colateral grave, no passado, após o uso de Cefepime. Qual das seguintes opções, pode ser usada com eficácia e segurança neste paciente?
Alergia grave a Cefepime (cefalosporina) → Meropenem (carbapenêmico) é opção segura para pneumonia nosocomial.
Pacientes com história de reação grave a cefalosporinas (como Cefepime) podem ter reações cruzadas com outros beta-lactâmicos. No entanto, carbapenêmicos (como Meropenem) geralmente apresentam baixo risco de reação cruzada com cefalosporinas de quarta geração, sendo uma opção segura e eficaz para pneumonia nosocomial grave, especialmente em choque séptico. Aztreonam é uma alternativa para alergia a beta-lactâmicos, mas com espectro mais restrito.
A pneumonia nosocomial, especialmente em pacientes idosos, acamados (como após AVC) e em choque séptico, é uma condição grave que exige antibioticoterapia empírica de amplo espectro e rápida. A escolha do antibiótico é complexa e deve considerar o perfil de sensibilidade local, a gravidade do paciente e, crucialmente, o histórico de alergias. A história de reação colateral grave a Cefepime (uma cefalosporina de quarta geração) levanta a preocupação com reações cruzadas a outros beta-lactâmicos. Embora exista um risco de reação cruzada entre penicilinas e cefalosporinas, o risco entre cefalosporinas e carbapenêmicos (como Meropenem) é consideravelmente menor, especialmente para cefalosporinas de terceira e quarta gerações. Meropenem é um carbapenêmico de amplo espectro, eficaz contra a maioria dos patógenos Gram-positivos, Gram-negativos (incluindo Pseudomonas aeruginosa) e anaeróbios, sendo uma excelente escolha para pneumonia nosocomial grave. O Aztreonam é um monobactâmico que não apresenta reação cruzada com outros beta-lactâmicos, sendo uma alternativa para pacientes com alergia tipo IgE a penicilinas e cefalosporinas. No entanto, seu espectro é limitado a bactérias Gram-negativas, o que pode ser insuficiente para uma pneumonia nosocomial grave com choque séptico, onde a cobertura para Gram-positivos e anaeróbios também pode ser necessária. Ertapenem tem espectro mais restrito que Meropenem (não cobre Pseudomonas). Piperacilina-Tazobactam é uma penicilina de amplo espectro, mas com maior risco de reação cruzada com cefalosporinas. Ceftazidima é uma cefalosporina de terceira geração, com risco de reação cruzada. Portanto, Meropenem se destaca como a opção mais segura e eficaz neste cenário.
O risco de reação cruzada entre cefalosporinas e carbapenêmicos é baixo, especialmente com cefalosporinas de terceira e quarta gerações, tornando os carbapenêmicos uma opção relativamente segura em pacientes com alergia a cefalosporinas.
O Aztreonam é uma opção segura em pacientes com alergia a beta-lactâmicos, pois é um monobactâmico com estrutura diferente. No entanto, seu espectro é restrito a Gram-negativos, não cobrindo Gram-positivos ou anaeróbios.
Os principais patógenos da pneumonia nosocomial grave incluem Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter baumannii, Klebsiella pneumoniae (produtoras de ESBL), Staphylococcus aureus (MRSA) e outros Gram-negativos multirresistentes.
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