UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024
Recém-nascido com 1 hora de vida apresenta FR = 75 mpm, retrações intercostais, batimento de asa de nariz, gemência, necessitando de CPAP nasal com FiO₂ de 25%. A criança nasceu de parto natural com 36 semanas de gestação. A bolsa amniótica rompeu 24 horas antes do parto, a gestante apresentou temperatura de 38,5 ºC durante trabalho de parto, útero doloroso. O líquido amniótico era claro com grumos com fisometria. Pesquisa de Streptococcus do grupo B desconhecida. Raios X de tórax com infiltrado nodular grosseiro em base de pulmão direito.Em relação à hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta.
RN prematuro + desconforto respiratório precoce + febre materna + RPMO > 18h + útero doloroso + RX com infiltrado → pneumonia neonatal precoce.
A presença de fatores de risco maternos para infecção (febre intraparto, RPMO prolongada, útero doloroso) associada a sinais de desconforto respiratório em um recém-nascido prematuro, com achados radiográficos sugestivos de infiltrado, aponta fortemente para o diagnóstico de pneumonia neonatal precoce. É crucial diferenciar de outras causas de desconforto respiratório.
A pneumonia neonatal precoce é uma infecção pulmonar grave que se manifesta nas primeiras 72 horas de vida, sendo uma das principais causas de morbimortalidade em recém-nascidos, especialmente prematuros. Sua importância clínica reside na rápida progressão e nas sequelas potenciais se não for diagnosticada e tratada precocemente. É um tema recorrente em provas de residência devido à sua relevância na prática pediátrica. A fisiopatologia da pneumonia neonatal precoce está frequentemente ligada à infecção ascendente do trato genital materno, resultando em corioamnionite e aspiração de líquido amniótico infectado pelo feto. Fatores de risco incluem prematuridade, ruptura prematura de membranas prolongada, febre materna intraparto e colonização por agentes como Streptococcus do grupo B e Escherichia coli. O diagnóstico é suspeitado pela presença de desconforto respiratório (taquipneia, retrações, gemência, batimento de asa de nariz) em um RN com fatores de risco maternos. O raio-X de tórax pode mostrar infiltrados, consolidações ou padrão reticulogranular, embora possa ser normal inicialmente. O tratamento da pneumonia neonatal precoce exige início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro (ampicilina e gentamicina são a combinação mais comum), além de suporte respiratório (oxigenioterapia, CPAP ou ventilação mecânica, conforme a gravidade). A diferenciação de outras causas de desconforto respiratório neonatal, como taquipneia transitória do recém-nascido e síndrome do desconforto respiratório (doença da membrana hialina), é crucial para o manejo adequado, pois as condutas terapêuticas são distintas.
Os principais fatores de risco para pneumonia neonatal precoce incluem prematuridade, ruptura prematura de membranas prolongada (RPMO > 18 horas), febre materna intraparto, corioamnionite clínica (útero doloroso, líquido amniótico fétido), colonização materna por Streptococcus do grupo B (SGB) não tratada e parto prolongado.
A pneumonia neonatal geralmente apresenta fatores de risco infecciosos maternos, desconforto respiratório mais grave e achados radiográficos de infiltrados ou consolidações. A TTRN, por outro lado, é mais comum em RN a termo ou pré-termo tardios, com parto cesáreo, e o RX de tórax tipicamente mostra hiperinsuflação e líquido nas fissuras, com resolução espontânea em 24-72 horas.
A conduta inicial para um recém-nascido com suspeita de pneumonia precoce inclui suporte respiratório (CPAP, oxigenioterapia), coleta de exames para sepse (hemocultura, hemograma, PCR) e início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, geralmente ampicilina e gentamicina, até a exclusão de infecção ou identificação do patógeno.
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