HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2019
Criança de 20 dias de vida, nascida a termo de parto cesárea, apresenta tosse, cansaço, febre baixa e dificuldade para mamar há 2 dias. Ao exame, está em regular estado geral, corada, hidratada, com febre (38 °C), frequência cardíaca de 130 bpm, frequência respiratória de 64 ipm, com pulsos presentes e cheios, boa perfusão periférica, saturando 95% em ar ambiente. Ausculta cardíaca normal e ausculta pulmonar com estertores à direita. A radiografia de tórax revela opacidade em base direita, sem sinais de derrame pleural. A principal hipótese diagnóstica e conduta são, respectivamente:
RN < 30 dias com febre + FR ↑ + estertores + Rx opacidade → Pneumonia neonatal = Internar + ATB parenteral (Oxacilina + Amicacina).
Um recém-nascido de 20 dias com febre, taquipneia, estertores e opacidade pulmonar na radiografia tem alta probabilidade de pneumonia neonatal. Devido à idade e ao risco de sepse, a conduta é internação e antibioticoterapia empírica parenteral de amplo espectro, cobrindo germes comuns como Staphylococcus aureus e Gram-negativos.
A pneumonia neonatal é uma infecção grave do trato respiratório inferior que afeta recém-nascidos, especialmente nos primeiros 28 dias de vida. Devido à imaturidade do sistema imunológico, neonatos são particularmente vulneráveis a infecções, e a pneumonia pode rapidamente evoluir para sepse e insuficiência respiratória, com alta morbimortalidade se não tratada prontamente. O diagnóstico é suspeitado clinicamente por sintomas inespecíficos como febre, taquipneia (FR > 60 ipm), dificuldade para mamar, tosse, cansaço e gemência. O exame físico pode revelar estertores, tiragem e cianose. A radiografia de tórax é fundamental para confirmar a presença de infiltrados ou opacidades pulmonares. A febre em qualquer neonato deve ser considerada sepse até prova em contrário. A conduta para pneumonia neonatal é sempre a internação hospitalar para monitorização e antibioticoterapia empírica parenteral de amplo espectro, cobrindo os principais patógenos Gram-positivos e Gram-negativos. A combinação de oxacilina (ou ampicilina) e amicacina (ou gentamicina) é uma escolha comum, aguardando resultados de culturas para direcionar o tratamento. O suporte respiratório e hidratação também são cruciais.
Sinais incluem febre (mesmo baixa), taquipneia (FR > 60 ipm), dificuldade para mamar, tosse, cansaço, gemência, tiragem e achados na ausculta pulmonar como estertores.
Recém-nascidos têm sistema imunológico imaturo e infecções podem progredir rapidamente para sepse. A internação permite monitorização rigorosa e a via parenteral garante absorção e eficácia dos antibióticos.
Os patógenos incluem bactérias Gram-positivas (ex: Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae) e Gram-negativas (ex: E. coli, Klebsiella). A cobertura empírica inicial geralmente envolve um beta-lactâmico (como oxacilina ou ampicilina) e um aminoglicosídeo (como amicacina ou gentamicina).
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